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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Um dia de fama

No dia da festa de casamento do Rajesh na Índia eu me senti uma superstar, sério mesmo, e foi muito legal!

Depois do noivado fomos nos trocar, eu, Gwenny e a mãe da Amerins fomos colocar nossos sarees e, Jan, a roupa típica para homens nessa ocasião, uma saia longa branca e uma camisa branca. Boring. Nada como as cores e os brilhos dos sarees!

Foram preciso 2 mulheres para ajudar cada uma de nós a colocar o saree. Vestimos a blusinha toda bordada com pedras e florzinhas de pano. Ficou perfeita, uma graça. Depois colocamos o saiote. Em uma das pontas do saree foi dado um nó, que é preso por dentro do saiote. Como esse saree é para ocasiões especiais, seu tamanho é duas vezes maior, para poder fazer pregas e deixá-lo com muito galmour. Depois de colocar o nó no saiote, dobra-se umas  5 vezes, fazendo umas 5 pregas bem na frente no umbigo. Feito as pregas, dobra a parte de cima dentro do saiote. Em seguida enrola-se o restante do tecido pelo corpo, passa pelas costas e chega na frente novamente e joga por cima do ombro, onde também se faz mais pregas e prende na blusinha com alfinetes. Parece simples, mas se não for bem feito e não prender direito, você não consegue andar, seus movimentos ficam presos, parece que vai cair e fica horrível.

Depois de pelo menos 1 hora para nos vestir, coloquei lápis preto no olho, corei as maças do rosto e uma das tias do Rajesh fez uma trança no meu cabelo e colocou uma arranjo de jasmim. Ficou bonito e cheiroso.
Saímos para o salão, todos nos olhavam e vinham nos cumprimentar. Vieram um grupo de meninas dizer que eu estava muito bonita de saree. Eu estava explodindo de felicidade, nunca me senti tão bonita, me senti uma princesa, sério mesmo. Apesar de estar bem gordinha, e inchada por causa do calor, eu estava me sentindo super bem.
Conhecemos várias pessoas, tios, tias, primos, primas, amigos, políticos, todos vinham nos comprimentar.
Quem escolheu e comprou os sarees foi a irmã do Rajesh. Muito bom gosto por sinal. A cor do saree atribuída a cada uma foi mérito do alfaiate, sugerindo verde para mim e o roxo para Gwenny. Ele acertou em cheio. Adorei o verde.

Participamos da cerimônia no pequeno templo que havia no salão, depois fomos jantar. Hummm que delícia de comida, depois ficamos algum tempo conversando e observando os noivos tirarem fotos. Sem brincadeira, depois da cerimônia, os noivos ficaram de pé no palco (altar) por horas e as pessoas iam revezando para tirarem fotos! E claro, nós também. Entregamos o presente a eles e logo fomos embora. Apesar de ter ficado com saree algumas horas, 3 no máximo, valeu a pena! Foi tão legal. Foi meu dia de fama. De volta para o Hotel, a Gwenny na janela abanava as mãos para as pessoas nas ruas que ficavam olhando! Realmente uma popstar!!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

India 10 de março: o noivado

Domingo é assim em casa, eu acordo as 9 da manhã independente da hora que fui dormir, e fico sozinha fazendo minhas coisinhas até a hora que o Bispo acorda.
Estava fazendo umas das coisas que adoro: planejar viagens!! Pois é vamos para Cardiff, pois o Bispo tem um congresso justo no dia do aniversário dele, ai como não posso deixá-lo sozinho no grande dia em que ele se torna trintão, terei que ir com ele para lá! E advinha? Cardiff fica perto de Stonehenge, um dos lugares mais misteriosos da mundo que sempre quis conhecer, faz parte do grupo que inclue as pirâmides do Egito, maias e astecas e as altas figura de pedra na Ilha de Páscoa. E essa seria oportunidade de ir para lá!

E outra coisa que faço nesse tempo para mim é escrever aqui, e vamos lá para mais um pouquinho de India!

Dia 10 março era o grande dia, o dia do casamento. E eu não havia comprado presente ainda. Aliás eu fui a pessoa mais rude na face da terra, estou perdendo meus costumes brasileiros, e me senti super mal por isso. No dia do almoço da casa do Rajesh, Amerins e sua família levou lembranças da Holanda para todos da família do Rajesh, e eu fiquei de cara no chão por haver esquecido. Gafe total. Vergonha máxima. Senti mal mesmo. Mas não tinha como fazer nada. E também não tivemos tempo de comprar o presente de casamento. Mas isso foi logo resolvido, pois fomos a uma joalheria para adquirir uma peça de prata, pois pelo que a irmã do Rajesh falou que é comum as pessoas darem ouro (fora de cogitação para uma pobre mortal como eu) e prata, dentre outras coisas. Ouvimos até que poderíamos dar perfume, maquiagem como presente de casamento. Mas optamos pela prata e no dia 10 de março antes do noivado fomos comprar o presente!

Fomos há uma joalheria pela manhã e estava fechada. Demos uma voltinha nas redondezas para passar o tempo e aproveitei e comi uma melancia na rua. Que saudades que eu estava de umas das minhas frutas preferidas! Voltamos a loja, e ainda fechada, ficamos conversando com uma das vendedoras que também aguardava a loja abrir, e foi ai que eu fiquei super ultra feliz. A mulherzinha  não parava de olhar para mim, e logo chegou para mim e falou "que nariz bonito que você tem! " Acreditem se quiser!! hahahahahha alguém acha meu nariz bonito! hahahahhahah se você é igual a mim que não está tão satisfeita com seu nariz, ou com qualquer outra parte do seu corpo, não se preocupe, há alguém no mundo que vai gostar!! Eu tive que ir para India para alguém achar meu nariz bonito!! Ganhei o dia, a viagem, poderia voltar para casa feliz da vida!

A loja abriu e fomos em busca do presente, algo que tinha tudo para ser divertido (imagine comprar jóias!), não foi tão divertido assim. Primeiro, foi um homem que nos atendeu, um não, dois. E não querendo desmerecer, homem não entende de jóias, eles queriam vender, apenas, mostravam cada coisa feia, ou bonita e extremamente cara. E não ajudava em nada. Lembro que a grama da prata nesse dia estava 29 rupees, super barato o preço! Depois de muito tempo conseguimos achar um pote de prata que gostamos e alguns brincos, claro, vocês acham que eu iria deixar de comprar umas coisinhas para mim? Não poderíamos perder a oportunidade de comprar prata exclusiva da India para desfilar por aqui!
E a hora de pagar...ai meu deus! Escolhemos com 2 caras os produtos, um terceiro veio receber o dinheiro, dei o dinheiro para uma quarta pessoa. Outro cara veio passar o cartão de crédito e um outro me deu o produto na sacola. Acha pouco, quer mais? Um sexto cara me deu a nota fiscal!
Nossa, sai de lá um pouco irritada, mas feliz com as mercadorias.

Voltamos para o Hotel e logo o motorista chegou para nos levar ao casamento. Esse dia foi o noivado e a recepção, ou seja a festa!!

Pelo que eu entendi, na tradição hindu é necessário fazer o noivado antes do casamento. Rajesh e Kavita não tiveram tempo de ficarem noivos, então foi realizado horas antes da festa. Bom a ordem dos acontecimentos foi assim: noivado, festa em um dia, cerimônia e almoço no outro dia.

No noivado os pais dos noivos concordam em casar seus filhos, é uma cerimônia para as duas famílias. Os pais trocam guirlanda de flores, abençoam as roupas que os noivos usarão nas cerimônias, e fazem oferendar aos deuses hindus.


A família da noiva a esquerda e a família do noivo a direita. As guirdalans nos pescoço dos pais foram trocadas entre eles várias vezes.


Depois da confirmação da família, é a vez dos noivos. Não entendi o que estava acontecendo, mas percebi que os noivos recebem as roupas abençoadas, as vestem e voltam para continuar. No total a noiva usou 3 diferentes tipos de sarees, pelo menos, uma mais lindo que o outro, e muitas flores no cabelos e no corpo. O Rajesh que me desculpe, mas só tinhamos atenção para noiva, linda, cheia de cores, de flores, maquiagem perfeita realçando os olhos. A maior parte do tempo os noivos ficam separados, uma hora ou outra apenas eles se viam, se encostavam. Primeiro chega o noivo, acontece várias coisas que eu não entendi, ele sai e fica no sofá. Depois chega a noiva e a cerimônia é só dela, depois eles ficam juntos e acaba.
Desculpem a superficialidade, não tive tempo de pesquisar sobre as cerimônias de casamento hindus, aliás, tive sim, mas era tão complicado que desisti.
Vou parar por aqui para não ficar tão grande, depois conto sobre a festa e coloco fotos de mim com o saree!

A noiva sozinha no centro da cerimônia e o noivo afastado, sentado na poltrona

domingo, 25 de abril de 2010

Dia 9 de março: almoço na casa do Rajesh

E mais um pouquinho de India. Um dia acabo de contar. Espero que antes da próxima viagem: Hungria no começo de junho.

Acho que descobri uma maneira de lidar com o blog: durante a semana eu farei posts pequenos através do celular durante a volta para casa depois do trabalho, sobre  pequenos acontecimentos e algo interessante e, no final de semana, quando tenho mais tempo, contarei em mais detalhes sobre as viagens, que tal? Gostou? Se tiver alguma sugestão será bem vinda!

Bom, vamos lá!
Esse foi um dos dias mais especiais na India para mim, conhecer a família do Rajesh e almoçar na casa dele.
Conheci Rajesh no laboratório em Groningen em 2008, aluno de PhD, indiano moreno escuro, não diria negro, pois não é nada parecido aos negros que temos no Brasil, é uma cor diferente. Rajesh é magro, sempre está bem arrumado, de camisa e calça social, olhos bem escuros, que não dá nem para ver a pupila. Uma pessoa muito gentil, amiga e sincera.

Em nosso terceiro dia na India, foi o dia de visitar a casa de Rajesh. O motorista nos pegou no hotel lá pelas 11 e após quase 1 horas chegamos em nosso destino. Estávamos em 6 pessoas, eu, Gwenny, Jan ( o alemão), Amerins, a mãe e a irmã (holandesas). No caminho vimos o litoral, o porto, muitos caminhões carregando containers atrasavam nossa jornada, muitas casas pobres a beira da rodovia estavam sendo demolidas, muitos carros, ônibus sem vidros, caminhões, uma loucura total. Quando de repente o carro entrou numas ruas menores de terra, sem movimento, sem pessoas na rua e parou! Chegamos. A casa estava toda enfeitada pelo lado de fora, com flores, tecidos coloridos para celebrar o casamento de um dos membros da casa.

Fomos recebidos pelo Tio do Rajesh, chamarei ele de Uncle, pois foi assim que o chamávamos, já que não conseguia entender nenhum nome, muito menos recordá-los mais tarde.

Uma das coisas que não faltou na casa do Rajesh foi sorriso! Senti-me tão feliz, por ser tão bem recebida, era um carinho, uma energia boa, que deu até vontade de chorar, de felicidade, claro. Uncle nos recebeu no portão, tiramos os sapatos e entramos na sala. Rajesh estava vestindo a camiseta que a minha mãe deu para ele com os dizeres: "Água que passarinho não bebe". Fiquei surpresa e contente! A mãe do Rajesh, uma senhora muito sorridente, nos deu o sinal na testa de boas-vindas, uma marca com tinta vermelha entre as sombracelhas.

Sentamos em cadeiras na sala e, em poucos minutos, Rajesh nos trouxe água de côco, hum que delícia, que saudade! Depois de tomado toda a água, Uncle abriu o côco para gente comer a "carninha" e dentro, suculenta!
Demos uma voltinha para conhecer a casa. O quintal não era tão grande, mas havia um poço para captar água, havia um coqueiro carregado. A mãe do Rajesh estava na cozinha preparando o almoço com a ajuda da Tia, esposa do Uncle. Estavam preparando muita comida, a Tia estava no chão sentada dando os últimos retoques na comida. É muito comum as pessoas cozinharem no chão, já havia observado em outros lugares.

A irmã do Rajesh chegou algum tempo depois vestindo um lindo saree com pedrinhas brilhantes. Ela, como havia conhecido por foto, é muito bonita, e mais escura. Segundo Rajesh após ter o bebê, a pele dela escureceu mais. O bebê, se não me engano estava com 2 semanas, e já tinha várias pulseira nos bracinhos e, claro, a pequena marca no terceiro olho.

Rajesh havia pedido para elas cozinharem arroz de várias formas diferentes, as quatro panelas abaixo eram de arroz, com sabores totalmente diferentes! Um melhor que o outro. O que eu mais gostei foi o com iogurte! Rajesh nos contou mais tarde que no meio da preparação do almoço, ele viu a mãe cortando várias pimentas para colocar na comida e conseguiu tirar a tempo! E mesmo assim ainda estava apimentada, mas nem por isso menos saborosa.

Fomos conhecer o terraço enquanto eles arrumavam a sala para o almoço. O terraço estava coberto com uma tenda de tecido colorido, lindo por sinal, para fazer sombra e ter uma ambiente fresco para um bate papo.

Em pouco minutos fomos chamados para o almoço. Havia esteira no chão para sentarmos e folha de bananeira para seis pessoas. A mãe do Rajesh e as tias ia colocando um pouco de cada comida na folha de bananeira. A flexibilidade delas era impressionante. Elas ficavam com o corpo dobrado para frente, quase que encostando a cabeça no chão. Estou longe de conseguir encostar as mãos nos pés com as pernas esticadas, e elas, além de fazer isso, ainda colocavam comida para gente.

Era comida totalmente vegetariana. Além dos 5 tipos de arroz, havia um molhinho de manga, um molhinho de tomate meio doce e a Raitha que eu adoro! Enquanto comíamos, Rajesh e a família dele nos observava, alegres e curiosos para saber se estávamos gostando, e assim que via que uma das comidas acabavam em nossa folha de bananeira, vinham imediatamente completar.  A comida estava deliciosa, divina, ainda estava um pouco apimentada para mim, mas com a ajuda do arroz com iogurte que cortava bem a pimenta, consegui comer tudo e mais um pouco. Não senti falta de carne, pelo contrário, comi pra caramba, sério, fazia tempo que não comia daquele jeito.


Para comer no chão, você senta com as pernas cruzadas, posição de índio (lembra da escola?) e se inclina para frente para ficar mais perto da folha de bananeira e diminuir a distância entre a comida e sua boca, evitando assim fazer a maior sujeira. O que foi inevitável para nós novatos.
Uma das vantagens de comer no chão (ou desvantagem, dependo do ponto de vista) é que seu estomago fica comprimido, pois você fica inclinado para frente, e teoricamente come menos. Mas não funcionou para mim, de jeito nenhum.

Comer com as mãos foi algo difícil no começo, sentia aquela sensação de estar fazendo coisa errada e no subconsciente esperava levar um tapa na mão e alguém dizendo "não pode comer com a mão menina". Mas depois de superado esse bloqueio de infância, de não poder comer com as mãos, comecei a gostar, mas isso  não significa que eu consegui. Na verdade é bastante difícil comer com as mãos e não fazer sujeira, você acaba lambendo os dedos após cada "mãozada"e assim o arroz vai grudando nos dedos e fazendo a maior sujeira. Lamber os dedos não é educado na cultura indiana, é feio na verdade, mas era inevitável.
Comi tanto, que não cabia mais nada, estava explodindo. Era difícil dizer não para a mãe e as tias do Rajesh que estavam nos servindo, eles faziam uma cara tristinha, de desapontados quando recusávamos, que não tinha como dizer não, e assim comia mais e mais. Mas chegou uma hora que não dava mais, ia passar mal. Nem a sobremesa consegui mais comer. A única coisa que consegui fazer foi me mover até o terraço e me esticar no chão. E lá fiquei por algum tempo. Até um cochilo tirei.


Esse foi o dia que conhecemos nosso saree, lindos! Depois contarei mais detalhes.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Dia 7 de março: às compras!

Quer deixar uma mulher feliz é levá-la a um complexo de lojas cheias de novidades e com preços baixíssimo e claro, com dinheiro no bolso. Foi assim nosso primeiro dia na India. Cansada, sem dormir, mas com adrenalina a mil no meio de tantas lojas!!Não que eu tivesse muito dinheiro, mas as coisas na India era tão baratas que era como se eu fosse milhionária!

Fomos então para o shopping perto do hotel. Para isso pegamos um tuc tuc, aquelas motocicletas de três rodas que são cobertas e cabe três pessoas atrás. É uma aventura e tanto! O trânsito é totalmente  insano, salve- se quem puder!
Finalmente chegamoss nas lojas! Incrivelmente meu cansaço foi embora e a adrenalina das compras tomou conta do meu corpo! Agora entendi porque minha mãe queria comprar, comprar e comprar o tempo todo e em todo lugar que ela ia nossa viagem de final de ano! Primeiro, a sensação de comprar, de ter dinheiro infinito (por mais que seja finito) é muito boa! Segundo, as coisas que você compra e leva para sua casa prolonga um pouco mais sua viagem, pois quando você as vê em sua casa, você se lembra dos detalhes de quando comprou, onde comprou, como comprou. E terceiro e mais importante, você não sabe quando irá voltar e ter a oportunidade de comprar aquele objeto novamente e pois isso tenta comprar o máximo que der. Para minha tristeza, só tinha direito a uma mala de 23 kg. Uma pena, que na verdade foi sorte senão eu iria a falência (risos),  pois senão eu ia me descontrolar muito fácil.

O shopping era um prédio de 6 andares bem velho e/ou mal conservado, sujinho também. Na verdade tudo lá é sujo! Havia muitas pessoas no shopping e nunca parava de chegar mais.  A maioria era homem, alías, homens são a maioria lá!

As lojas são um sonho! Nada de grife chique, Dolce&Gabana, ou Valentino ou Channel, mas para mim que sou fã de roupas e acessórios indiano, as lojas era um paraíso! Tudo muito barato, diferente e lindo! O cume das nossas compras foi loja de jóias. Fui ao delírio!
Não tenho condições de comprar ouro, que by the way era muito barato comparado com lojas que temos na Holanda ou no Brasil, mas para mim ainda era caro. O preço de um brinco minúsculo de ouro dava para comprar 5 ou até mais de prata! Advinha qual eu escolhi?
Fui para seção de pratas extremanente barata e única! Teve uma loja que pagamos 29 rupees a grama! Quase comprei a loja inteira!
Depois de ter enloquecido com os brincos, colares e tudo mais, fomos em busca de roupas para eu ir no casamento.
Achei camistas por 3 euros! Sapatos por 10 euros ou menos! Perdição total! Mas ainda não tinha achado roupa de ir para o casamento. Sei lá o que eu esperava, mas não achava nada que me agradava, só aquelas roupas indianas composta de uma calça mais ou menos justa e uma blusa longa que parece um vestido. Detalhe, as roupas indianas que se vende no Brasil, saias, vestidos batas, não existe lá!
Se o casamento fosse aqui ou no Brasil eu usaria só a blusa'qeu já é enorme, abaixo do joelho. Mas eu estava lá então tinha que passar calor e usar a calça também. Finalmente achei um conjunto que me agradou! Um pouco caro, mas realmente lindo, colorido com vermelho predominando, verde e dourado. Muito glamour!
  No final acabei adorando o conjuntinho e não passei tanto calor!

Tudo isso demorou o dia todo, coitados dos meninos!

No meio tempo paramos para almoçar, num restaurante super chique para os padrões indianos, o prato custava em torno de 2.50 euros. Foi ai que me torneu fã de Raitha, um molho de yogurt com cebola roxa bem picadinha e limão!
 Raitha no potinho, arroz com cogumelos e couve-flor emapanada, estava uma delícia!

domingo, 28 de março de 2010

A primeira impressão da Índia

Na Índia só é permitida a entrada no aeroporto de pessoas que vão embarcar. Rajesh nos esperava do lado de fora do aeroporto, com dois botões de rosa para nós duas. Esse ato do Rajesh foi o primeiro que tivemos que mostrou a hospitalidade indiana. Ah, sem esquecer que havia muita gente esperando as pessoas que estavam para chegar! Acho que nem em Guarulhos vi tanta gente esperando pessoas no aeroporto!


Chegamos em chennai as 8:39 da manhã. Passamos pela imigração que foi super rápido e pegamos nossas mochilas. Minha mala estava super vazia, havia trazido apenas 3 camisetas, 2 calças mais o jeans que eu estava usando, só! Pois as roupas que eu tenho não são apropriadas para um país tradicional com a India. Não que eu use muito decote, saia curta, mas lá na India as meninas não mostram o joelho, nem o ombro e não usam roupas coladas no corpo. Ou seja defitivamente não tinha roupa para usar lá. Fala sério! Com aquele calor todo! Quem consegue sobreviver? Mais de 1,5 bilhões de pessoas!

Bom, Rajesh e seus dois amigos que eu nãos sei os nomes (não foi por falta de falar, mas que os nomes são difíceis de entender, um chamava algo parecido com Raul, o outro não faço a menor ideia) nos levaram de taxi até nosso hotel.

Pegamos um taxi super bonitinho, carrinho antigo, estilo anos 50, a diesiel, e claro, como uma boa colônia inglesa, a direção do lado direito. Senti-me naqueles filmes ingleses do ano 50, claro sem contar com a visão fora da janela, que nada lembrava a Inglaterra.

Durante o caminho o que me chamou mais atenção foi o trânsito maluco, que toda hora que vinha uma carro no sentido contrário eu gritava e achava que ia bater! Outra coisa que chamou muito atenção foi a mulheres na garupa das motos sentadas de lado! Não havia muitas vacas pelas ruas, até fiquei triste, queria ver as vaquinhas! Essas primeiras horas foi muito marcante, pois era como se estivesse num filme. Nunca pensei que iria para India, um país tão distante do Brasil, era algo inatingível, mas lá estava eu, com 3 indianos e uma holandesa, num taxi indiano, no meio de uma paisagem completamente diferente do Brasil. As pessoas eram diferentes, as roupas, as casas sem terminar, os prédios abandonados, tudo sujo, ar poluído, mas foi mágico!

O hotel Ashoka onde estávamos hospedados era muito bem conceituado no passado, não sei mais como esta hoje em dia, mas ele é indicado no Guia Lonely Planet, enfim, resumindo o hotel é um pouco velho e não tão limpo assim. Não que não limpassem, não que não lavassem as roupas de cama, o que me pareceu é que tudo era tão velho e gasto que as lavagens não limpam mais as sujeiras acumuladas durantes os anos. As paredes do quarto tinha várias manchas, a porta também, o banheiro não é lá dos melhores. Para tomar banho de chuveiro era preciso puxar um botão e ficar segurando senão a água sai pela torneira logo abaixo na altura do joelho, ou seja, por 3 dias tomei banho com uma mão só, depois eu consegui dar um jeito e fazer a água só passar pelo chuveiro! Mas na verdade, o banho de chuveiro não é muito usado por lá, o banho lá e assim: você enche um balde que já mora no banheiro (todos os lugares, mesmo nos hotéis chiques, com a diferença que nos hotéis chiques o balde é mais novo e bonito) e com uma canequinha que sempre o acompanha você despeja água sobre você! Isso me lembra quando faltava energia em casa e tínhamos que tomar banho de canequinha!
Meu primeiro pensamento foi tentar arrumar outro hotel, deu aquele nojinho desesperador, mas respirei fundo e parei de frescura, já sabia que a India não seria o lugar mais limpo e novo de ficar, então se estava no inferno era para abraçar o capeta, não é assim o ditado? Então comecei tentar aproveitar e ver as coisas boas.

Tomamos um banho rápido e fomos encontrar Rajesh e os dois amigos para tomarmos café da manhã. Tomamos um café tipicamente do sul da Índia: dois bolinhos feitos de arroz em forma de disco voador chamados idly que você mergulha em dois tipos de molho um chamado samba que parece uma aguinha suja com algumas coisas flutuando como pedaço de tomate e cebola, quiabo, batata, cenoura e, outro molhinho com leite de coco ambos muuiiiito apimetados. Não consegui comê-los! Outra coisa que tinha era um punhado de arroz muito temperado e cheios de ervas mas não tinha pimenta. Ah, o mais gostoso mas não consegui comer pois já estava cheia foi a panqueca indiana chamada Dosa que é bem fininha e crocante com manteiga e um pedaco de folha de bananeira para dar aroma! Uma delícia! O café vem sempre com leite e é bem gostoso.

Uma coisa que notei no hotel e que não tem mulheres trabalhando apenas homens, aliás tem muita gente para pouco serviço, mas geralmente nos lugares que fomos tem muita gente para fazer o mesma coisa e muita gente não fazendo nada. Os homens que trabalham no hotel e que não trabalham na recepção, estão geralmente descalços e usam um uniforme bege bem sujinho, que consiste de uma camisa de botão com mangas curtas e um shorts. Toda vez que passávamos perto deles eles se levantam, se estiveresse sentados obviamente.
Essas foram minhas primeiras horas na India! Um pequeno choque cultural, mas logo superado!

terça-feira, 23 de março de 2010

Coisas mais intrigantes na India

Durante a viagem eu listei várias coisas entre comportamento, estilo e cultura que observei na India, os quais achei muito interessante e queria compartilhar, aqui estão elas:
Banheiro:
  • não há vaso sanitário como estamos acostumados, o vaso é no chão. Imagine uma privada enterrada, onde a abertura é no nível do chão. É isso ai! e na lateral tem um lugar para colocar os pés!
  • Não há papel higiênico nos banheiros, mas há sim uma torneira, um balde e uma caneca para se lavar, o que pensando bem é menos poluente. Imagine o tanto de papel que seria consumido, quantas árvores seriam derrubadas e quanta poluição para limpar a bund* de 1,5 bilhões de pessoas! Pois é, melhor assim!
  • Não há chuveiro, também se usa um balde e uma caneca. (esses itens não sãoaplicavél em hotéis e lugares ultra turísticos)
Balançar da cabeça:
  • todo indiano do Sul do país tem um balançar da cabeça muito característico quando respondem a alguma pergunta. Conhecemos o balançar de um lado para o outro, que significa NÃO, o balançar para cima e para baixo, que significa SIM, e lá na India eles são mais avançados, pois eles tem um que significa OK, onde eles fazem uma meia lua com a cabeça. No começo foi difícil entender, pois eu perguntava alguma coisa como por exemplo, posso deixar minha mala aqui, e esse terceiro balançar de cabeça, o de meia lua vinha como resposta e eu não entendia o que significava, pois não parece sim e nem não.
Trânsito:
Repare no recado: "Sound horn", ou seja, "Buzine"!
  • As ruas tem estilo inglês. Toda hora eu  achava que estávamos na contramão, o que também dificultava atravessa. Tinha que ficar muito atenta.Ah, não posso esquecer de mencionar que o trânsito não tem regras, pode-se ultrapassar a qualquer hora, pois o veículo que vier no sentido contrário irá desviar, se ele puder, claro. E os carros facilitam a ultrapassagem, mesmo o que estiver vindo em direcão contrária. Outra coisa que é regra é a buzina. Os caras dirigem com a mão na buzina, e pior, eles gostam de buzina e pedem para pessoas buzinarem para eles! Na verdade, como o trânsito é caótico, eles são muito atentos, e a buzina avisa que você está passando. E tudo funciona em perfeita harmonia
  • Ônibus circular é chamado de air bus, pois as janelas não tem vidros, é totalmente aberto!
  • Tuc-tuc são aqueles carrinhos com 3 rodas, metade carro, mas tem volante de moto e que camporta o motorista na frente e duas pessoas atrás. Mas já observei cerca de 8 pessoas e um tuc-tuc 





  • Muitas motocicletas nas ruas, geralmente com mais de 2 pessoas!
 Adivinhe quantas pessoas tem nessa moto.


Comida:
  • As pessoas locais não comem com talheres, usam a mão direita para comer. É impressionante a habilidade de comer com as mãos, e não fazem sujeira. Para mim era super difícil, não conseguia pegar o arroz sem derramar pela mesa toda. Outra coisa interessante, em suas casas, os indianos comem no chão, não sentam em mesas como nós ocidentais. E o prato é folha de bananeira!


  • As frutas são deliciosas, como no Brasil. Depois de tanto tempo consegui uma boa melancia e um bom mamão! hummm como sentia falta!
  • A comida indiana é deliciosa, mas vai um tempo para acostumar com a pimenta. Ainda assim teve pratos que não conseguia comer. E o mesmo prato em diferentes lugares tem sabores completamente diferentes, por exemplo, experimentei mushroom masala em vários lugares e não tinha nada a ver um com o outro.
  • café-da-manhã é uma refeição com arroz, pão feito de arroz, dosa e idly, que são uma delícia por sinal, a companhados de um molho com batatas, cenoura, quiabo e tomate. Uma delícia! Mas também tem o café indiano, onde eles fervem o leite com o pó de café, super gostoso. Em alguns lugares eles colocavam carnamon, que eu não sei o nome em português, mas eu detesteim é tipo um anis, credo!
As pessoas e seus comportamentos:
  • Pelo que eu pude perceber quando fui visitar a família do meu amigo Rajesh, as pessoas dormem em esteira de palha no chão. Pude comprovar pois todos os hotéis que ficamos tinham camas com colchão super duros.
  • A pessoas são sempre alegres, sorridentes, hospitaleiras e curiosa. Em todo lugar as pessoas ficavam nos olhando, e perguntavam qual era nosso nome e de onde éramos. A foto abaixo mostra um monte de crianças olhando para gente (eu, quatro holandesas e um alemão). Estávamos tomando água de coco sentados na calçada, mas imagine um oásis branco no meio de um monte de gente negra, simplesmente aberração da natureza!! As crianças davam risadas! ahhaahhaha
Nessa foto várias criaças nos observam. Estávamos sentados na calçada tomando água de coco.
  • Toda mulher usa saree, aquele tecido enorme que as mulheres enrolam no corpo e fazem um vestido. Há várias formas de enrolar um saree, pode ser um sexy-saree, pode ser um saree comportado, um saree para o frio, um saree para dias quentes. Quando estiver sol o saree tem uma parte para colocar na cabeça e se proteger do sol. É a roupa mais versátil que conheço. Se não estiverem usando saree, elas usam uma calça larguinha com uma camiseta até o joelho, aberta nas laterais e um encharpe no ombro. São sempre chiquérrimas e bem arrumadas. O encharpe dá um toque especial!

  •  Como o pais tem 1.5 bilhões de pessoas, obviamente não há emprego para todo mundo e há muita pobreza. Então é muito comum ver pessoas nas ruas sem fazer absolutamente nada, de papo pro ar, vendo o movimento e tal. 
  • Pelo mesmo motivo acima, tem muita pessoa para fazer a mesma função. Por exemplo, quando fui comprar um brinco dois caras me ajudou a escolher, quando fui pagar, tinha que dar o dinheiro para uma terceira pessoa, e uma quinta pessoa foi me levar até a máquina do cartão de crédito. Incrivelmente uma sexta pessoa me deu o recibo. Não é brincadeira, foi assim mesmo!
  • É comum ver meninos, homens abraçados pelas ruas. Os caras seguram o ombro um do outro.




    • os homens usam saias. Um pedaço de tecido amarrado na cintura, como se estivesse saído do banho, mas tem uma jeito especial de amarrar, e eles assi, saem na rua, vão a padaria, ao trabalho, a casamento, e vivem frescos e confortáveis o dia todo, sem preconceito algum.



    Acho que era isso!

    domingo, 21 de março de 2010

    Dia 5 de Março: o início

    Minha viagem já começou, adivinhe por quê? Neve, linda, branca e fofa, mas que aqui na Holanda só atrapalha a minha vida. Trabalhei pela manhã em Amsterdam e na hora do almoço fui para Groningen arrumar minha mala e despedir do meu amor. Começou a nevar assim que pisei em Groningen, aqueles flocos imensos, que em poucos minutos cobriu a cidade de branco. No início achei lindo, "Nossa, neve de novo, que legal!" Mas quando vi as ruas cobertas de neve já me veio a lembrança terrível que tivemos com trens e neve na Holanda.
    Estava nevando forte, a neve começou a acumular. Comecei a me preocupar. Meu trem para aeroporto de Dusseldorf, na Alemanha, sairia às 6 da manhã para poder chegar com 3 horas de antecedência no aeroporto, mas se os trens atrasassem, não chegaria a tempo, pois tinha 2 conexões de trens de 10 min cada.  O que fazer? Mandei uma mensagem para Gwenny, minha supervisora e companheira nessa viagem, e ela sugeriu que eu fosse para a casa dos pais dela, que fica na fronteira com a Alemanha e dormissemos lá para sair pela manhã. Não queria muito, não gosto de dormir na casa dos outro, mas e se os trens atrasassem e eu perdesse o voo? Resolvi pedir informações na estação de trem e obviamente ninguém sabia de nada. Se eu arriscasse ir no dia seguinte e não chegasse no aeroporto a tempo? Ai que droga! Eu queria ficar em Groningen e descansar na minha casa, mas também queria ter certeza que iria viajar. Sabe o que eu fiz então? Comecei a chorar! Essas coisas só acontecem comigo. Poderia muito bem ter sido um dia normal, sem neve, sem possíveis atrasos, mas não, comigo tem sempre que ter aventura. Essa viagem estava promentendo, começando com aventura antes mesmo de começar a viajar.
    Depois de conversar com o Bispo, uma pessoa sensata e objetiva, decidi ir para casa dos pais da Gwenny e garantir minha viagem. Mais 2 horas e pouco de trem até lá.
    Foi a primeira vez que fui na casa de um verdadeiro holandês, sem nenhuma ligação com estrangeiro. Gwenny estava me esperando na pequena estação de Doetinchem com o pai. Após 20 min de carro, chegamos numa casa muito aconchegante de frente a uma lago, numa área rural bem tranquila. A casa de 2 andares possuía um jardim ao redor, não havia muro. No andar térreo, estava a sala de estar de jantar e cozinha bem amplas. No segundo andar havia 3 quartos e banheiro completo, ou seja, toillete e chuveiro. A casa era muito bem organizada, cuidadosamente limpa e a decoração era simples e de bom gosto.
    Estava morta de cansaço, queria dormir o mais rápido possível, mas eles me ofereceram cerveja, torradas com salmão e pates. Primeira regra de educação na Holanda: "quando estiver na casa de um holandês e este lhe oferecer algo para beber ou comer, aceite". Foi um amiga brasileira casada com um hoandês que me falou. E, portanto, ficamos conversando por umas duas horas, tomando cerveja e comendo canapés. Os pais da Gwenny falam um pouco de inglês, em apenas poucos momentos eles falavam em holandês quando eu estava por perto, pois era mais fácil para eles que não sabia uma determinada palavra em inglês, mas logo em seguida a Gwenny traduzia. Em nenhum momento me senti constrangida. Fomos dormir em seguida pois teríamos de acordar bem cedo para pegar o trem bem cedo em Emerich, uma pequeba cidade alemã perto da fronteira com a Holanda. Esse dia me recordei dos tempos quando era criança quando dormia na casa de amiguinhas da escola e ficava horas conversando ambas em suas camas antes de cair no sono e pela manhã, uma mesa de café da manhã repleta de guloseimas nos esperavam. Foi exatamente isso que aconteceu.

    sexta-feira, 19 de março de 2010

    Lar doce lar

    Depois de duas semanas longe, cá estou de volta para contar minhas aventuras na India!
    Foi um experiência e tanto! Sai de Trivanduram as 3:30 da manhã do dia 19 de março (que seria 7 da noite no Brasil) cheguei em Dubai as 6:30 da manhã horário local, depois peguei outro avião para Dusseldorf na Alemanha, onde cheguei ao meio dia, depois peguei 3 trens até chegar em Groningen, onde cheguei as 7 da noite (que seria as 11:30 do horário da India) confusão né? Imagine para mim! Estou zonzinha! Quase 24 h de viagem, mas valeu a pena!
    Tenho muito coisa para contar, mas adiantando, minha experiência pode resumir em algumas sentenças, sobre as quais discorrerei um pouco logo em breve:
    - muiiita gente
    - muiiitas cores
    - pessoas muitas hospitaleiras, simpáticas e gentis
    - muiiiita sujeira, poluição (ar, solo e água)
    - muiiiita comida e com muiiita pimenta
    - trânsito completamente louco e sem regras
    Se eu gostei? Gostei muito!
    Se fui bem recebida? Em nenhum lugar do mundo fui tão bem recebida como na India.
    Se eu voltaria? Voltaria, mas daria um tempo hehehehe. Da próxima vez iria para o Norte da país, que não conheci dessa vez, só fiquei no Sul.
    Se tem regiões bonitas ou é só pobreza? Tem muitos lugares lindos, exuberantes, natureza, mas as cidades são um caos. Mas tem muita gente pobre em qualquer lugar.

    Estou morta, vou tomar um banho e dormir para matar o jetleg!

    quinta-feira, 4 de março de 2010

    Ansiedade

    Sou uma pessoa bastante ansiosa, mas não como minha mãe ou meu irmão Adriano e longe, muito longe de ter a ansiedade da Anamaria, a campeã de ansiedade que eu conheço. Eu tenho dor de barriga antes da viagem, tique nervoso e inúmeros pesadelos.
    Essa noite sonhei que fiquei trancada para fora de casa e não consegui pegar minha mala e quando consegui tinha uma hora para chegar no aeroporto.
    Hoje não consigo me concentrar no meu trabalho, estou fazendo só trabalho no computador, mas a cada 5 min eu entro aqui e escrevo um post. Totalmente viciante. E depois que coloquei esse contador de visitas por país, fico checando toda hora quem está vendo meu blog.  Viciante credo. E também quero contar um monte de coisa antes de eu viajar. Só fico pensando na viagem.
    Até fui na livraria aqui em frente a minha sala e comprei um guia da India!
    Ah preciso dizer que até ganhei um saree, aquelas roupas típicas indianas! Ainda não vi porque está lá! Vamos até fazer pintura de henna nas mãos! Ai que delicia!

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