Hoje vou
falar sobre minha outra paixão, a profissão professor, que acaba sendo uma
consequência da primeira paixão, a ciência. O que seria da ciência se ninguém
ficasse sabendo das suas descobertas? É aí que entra o professor para
transmitir, ensinar as descobertas da ciência.
Quando
pequena sempre brincava de escolinha, adorava ser a professora e, sempre dizia
que eu queria ser professor quando crescesse.
Por que esse conceito está tão enraizado na nossa cultura? Bom, no Brasil, que segue o padrão consumista Americano, uma pessoa vencedora na
vida é aquela que ganha muito dinheiro, anda com roupa da moda, tem carro zero, uma casa com um jardim lindo e um casal de filhos (não pode ser filho único, nem duas meninas, nem três meninos, isso é muito claro, tem que ter um menino e uma menina), aquela visão da família Doriana, se lembram? Não importa muito a maneira com que a pessoa conseguiu tanto dinheiro, o importante é ter e mostrar. E assim, pessoas espertonas são aclamadas, bem vistas e adoradas. Ganhar na loteria então, é o ápice da felicidade brasileira, ficar milionário, sem fazer esforço, escolhendo alguns números aleatórios e perfeito, não? Meu marido diz que ele não joga na loteria para não gastar toda a sorte da vida dele, e assim, ganhando na loteria só irá trazer azar, cobiça das outras pessoas, sequestros, assaltos, falsos amigos, aproveitadores etc. De certa forma ele tem razão.

Quando a
gente se torna adulto percebemos um conceito muito errôneo sobre tal profissão:
que uma pessoa se torna professor por falta de opção, pois não conseguiu nada
melhor, e portanto, é considerada um perdedor (loser).
Fonte
Por que esse conceito está tão enraizado na nossa cultura? Bom, no Brasil, que segue o padrão consumista Americano, uma pessoa vencedora na
vida é aquela que ganha muito dinheiro, anda com roupa da moda, tem carro zero, uma casa com um jardim lindo e um casal de filhos (não pode ser filho único, nem duas meninas, nem três meninos, isso é muito claro, tem que ter um menino e uma menina), aquela visão da família Doriana, se lembram? Não importa muito a maneira com que a pessoa conseguiu tanto dinheiro, o importante é ter e mostrar. E assim, pessoas espertonas são aclamadas, bem vistas e adoradas. Ganhar na loteria então, é o ápice da felicidade brasileira, ficar milionário, sem fazer esforço, escolhendo alguns números aleatórios e perfeito, não? Meu marido diz que ele não joga na loteria para não gastar toda a sorte da vida dele, e assim, ganhando na loteria só irá trazer azar, cobiça das outras pessoas, sequestros, assaltos, falsos amigos, aproveitadores etc. De certa forma ele tem razão.
Pessoa que
trabalha muito, que rala pra valer é vista como coitada, “nossa como ele é
esforçado”. Esforçado para mim é sinônimo de que trabalha, trabalha e não sai
do lugar.
E professor
está na última categoria, que rala rala e não sai do lugar, não é reconhecido e
ganha pouco no geral. Na Holanda, um professor pesquisador de Universidade e
Centros de Pesquisas são super bem reconhecidos, não ganham mal, mas ganha
menos que uma pessoa com a mesma idade e formação trabalhando numa indústria.
No Brasil, hummm, professor público de Ensino Médio e Fundamental ganham uma
miséria comparada com a sua responsabilidade na sociedade como um todo. Mas
aqui vou me referir apenas a professor universitário que é meu objetivo.
O salário
de uma pessoa é proporcional às responsabilidades que sua função apresenta. Seguindo
essa lógica, professor, que tem a função de formar cidadãos, de ensinar sobre o
universo, a vida, as leis, a física, a matemática, a comunicação, as línguas
entre outras coisas, deveria ser a profissão mais bem paga do universo, pois é
a base das outras profissões. É a educação que vai definir se um país é
desenvolvido ou não, pois pessoas com educação seguem as leis, apresentam
desenvolvimento das habilidades manuais e intelectuais e pensam no bem comum, e
não apenas no bem individual (como vemos no Brasil hoje em dia- ou talvez,
sempre)
Eu sempre
admirei um professor e por isso que sempre quis ser um (além de querer ser
cientista) e quando descobri que poderia ser os dois, quase pirei! Sei que não
vou ser rica, não trocarei de carro todo ano, demorarei para ter minha casa com
um jardim lindo, mas ensinar, ou melhor, fazer outras pessoas aprender,
compreender alguma coisa sobre ciência, sobre a vida, sobre a biologia, a
química dá uma satisfação maravilhosa, é uma sensação ótima mesmo. Claro que
satisfação não enche barriga de ninguém, mas como professor universitário é
possível ter uma vida digna, ter o suficiente, ser feliz. Serei vista como
aquela pessoa que estudou tanto e virou professor, “olha coitada”.
Eu escutei
isso da minha mãe “você estudou tanto para ser professor?”. É isso mesmo? Sim
mãe, é isso mesmo, loucura né?
E é para
isso que tenho estudado feito louca, que eu sumi do blog, que quase perdi todos
meus cabelos, para passar nos concurso para professores em universidades
públicas. Não é para ser funcionário público e não ser mandado embora mesmo que
eu não faça nada, sugar o dinheiro público, como muitas pessoas pensam, querem
e fazem. Quero sim ser professora pesquisadora para ajudar sim a melhorar
nosso país. Utopia? Pode ser, mas é o
que me faz feliz, oras.
No primeiro
concurso que fiz para ser professor da Universidade Federal do ABC passei em
terceiro lugar, mas infelizmente havia somente uma vaga. Foi uma experiência
bastante valiosa e pude ter noção qual é o meu nível e o que preciso fazer para
ser o primeiro lugar. E uma delas é saber ensinar e é nisso que estou
trabalhando no momento, como fazer as pessoas me entenderem, como dar uma aula
eficiente, como falar sobre bioquímica e fazer as pessoas gostarem. E vou chegar lá! E assim vou
levando a vida.
Niña vc é genial, uma pessoinha muito especial,gosto de ver a forma com que ves o mundo...Desejo de todo coraçao que possas realizar teus sonhos..beijossss
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