sexta-feira, 7 de março de 2014

39 semanas

Comecei a 39ª semana. Antes do Murilo nascer, convenci o futuro papai tirar fotos comigo. Foi uma luta e ele tentou adiar ao máximo, esperando que o filhote nascesse e o salvasse das lentes fotográficas. Mas não funcionou!! Consegui chegar nas 39 semanas e  fazer um ensaio fotográfico com eles!

Nosso fotógrafo foi nosso Bread Cruz. Passamos a manhã do sábado de carnaval no Parque Ecológico em Campinas, SP.

Olha, não posso dizer que não curti estar grávida! Apesar das formas estranhas que ficamos, gostei de como somos tratadas, gostei do carinho das pessoas, da atenção que recebemos, da beleza do corpo (sim, hoje eu posso dizer que acho o corpo da mulher grávida bonito, ainda bem que mudo de opinião né). É uma fase alegre, cheia de expectativas, esperanças, claro que medos e anseios também, mas fazendo o balanço final é bom!
Espero agora que o próximo post seja sobre o nascimento do pequeno, pois parece que chega o Natal, mas ele não nasce!!































Para conhecer mais sobre o trabalho do Bread Cruz, clique aqui

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Torta de Espinafre sem glúten

Hoje acordei querendo fazer um quiche sem glúten. Bispo começou a procurar receitas na internet e acabamos nos baseando em uma que no final não era quiche coisa nenhuma e sim uma torta de massa podre, que ficou uma delícia por sinal!

O quiche vai ficar para a próxima vez.

Massa

1 ovo
1/2 xícara de café de óleo (25mL apenas) (a gente colocou mais pois usamos a xícara de chá)
1/2 vidro de leite de coco (100mL0
1 colher de sopa rasa de margarina (20g)
1/2 de café de açafrão (como eu não tinha, não coloquei)
1 xíca de cha de creme ou farinha de arroz (120g)
1 xícara de chá de polvilho doce (90g)
2 colheres de chá de fermento químico em pó (10g)
sal a gosto

Modo de preparo
Misture tudo, amasse, a massa não deve grudar na mão. Se necessário acrescente mais farinha. Se estiver quebradiça, coloque 1 ou 2 colheres água gelada. Abrimos a massa na forma redonda desmontável e fure aleatoriamente.

Recheio

80 g de espinafre ( eu coloquei o maço inteiro, nem sei quanto tinha hehehe)
300g ricota
4 azeitonas pretas sem caroço (claro que pode ser mais né!)
bacon e alho (nosso toque especial)
Salsinha a gosto
pimenta do reino a gosto
 
Bata a ricota no processador com sal, pimenta, para ficar soltinha. Depois acrescente azeitonas e salsinha. Frite o bacon, depois coloque o alho amassado e doure. Desligue o fogo e acrescente o espinafre e a ricota. Coloque sobre a massa na forma e asse por 20-30 min até ficar dourada. O espinafre vai cozinhar no forno.

Resultado


A massa ficou parecendo massa-podre, igual a de empada!! Surpreendente!! Como já disse não era o que eu esperava, mas ficou uma delícia!
O recheio ficou ótimo, o bacon dá aquele gostinho especial.
Achei que ficou um pouco seca, da próxima vez eu farei um recheio mais molhadinho, de quiche mesmo, com creme de leite, ovos e um pouco de maizena.

A receita original está aqui. A minha não ficou nada parecida com a da foto desse site.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Alerta sobre desrespeito médico

Difícil não pensar em outra coisa, parto, médico, exames, sintomas! É isso que estou vivendo e é sobre isso que quero escrever,. Melhor escrever aqui, pois pelo menos você escolhe se lê ou não, do que ficar falando sobre isso o tempo todo. Eu tento não falar muito sobre isso, mas acho que é inevitável. Acredito que se eu escrever, vou falar menos e deixar as pessoas em paz.

Aliás, fazendo um adendo,  tenho que lembrar as gestantes de primeira viagem (eu, principalmente) que o mundo não acaba no parto, na verdade é uma fase de transição para a nova vida. Essa neura que temos em relação ao parto, nos faz esquecer que depois do parto teremos um novo integrante em nossas vidas, uma nova rotina, um ser totalmente dependente que não sabe falar que está com dor, com fome, com frio, ou seja, um universo totalmente diferente. Nessa vida modern nos falta preparação prática, não temos mais contato com bebês como as pessoas tinham antigamente, e psicológica, por isso que muitas mães sofrem de depressão pós parto, pois não fomos preparadas para lidar com tantos hormônios, com tantas mudanças de conceitos, de rotina, se vida.

Bom, mas a primeira etapa é o parto e eu gostaria de falar sobre ele (novamente).

Agora que minha barriga está enorme, mais ainda, as pessoas me param no supermercado, nas ruas, no trabalho em qualquer lugar e compartilham suas experiências. Contam como foi o parto, cesária, normal, quanto tempo ficou em trabalho de parto, contam detalhes da dor, da hora exata que começou tudo, que acabou, quem estava lá e  mesmo tendo passado 20, 30 anos do nascimento do filho em questão, vejo que elas visualizam a cena, revivem o sentimento daquele momento, lembram da dor, da alegria, do medo, do desespero.

Minha conclusão: o parto é um momento muito marcante da vida de uma mulher, é um divisor de águas, é a transição de vida, todas falam que a vida mudou, que elas mudaram, elas não se lembram como eram antes dos filhos, não conseguem imaginar a vida sem os filhos. Por isso é muito marcante e por isso inesquecível, seja ele uma experiência boa ou ruim. Mas o que me deixou muito mal foi ver que todas essas mulheres que falaram comigo até agora, tiveram experiências horrorosas, sofreram violência física e psicológica antes e durante o nascimento dos filhos, principalmente aquelas que tiveram parto normal seja por escolha, seja por ter sido no sistema de saúde pública. E isso me revoltou absurdamente.

Queria contar dois relatos que escutei. O primeiro, de uma moça que está grávida de vinte poucas semanas, menos de 6 meses. Ela foi na consulta de pré natal e o médico fez exame de toque nele para saber o quanto de dilatação ela tinha e ainda falou "Está fechadinha ainda". CLARO QUE ESTÁ!! Que absurdo!! Dois absurdos, por que o médico quis saber se tinha dilatação? Um gestação saudável, tranquila, por que haveria de ter o cólon dilatado? E se tivesse, o que ia adiantar? Então qual a razão de submeter a mulher a um exame super desconfortável no sentido psicológico, pois apesar de dizerem que não doi e constrangedor. E além do exame, QUE COMENTÁRIO FOI ESSE?? Jesus Christ! Onde está o respeito, a ética médica?
Mas o show de horrores não acaba ai. Depois o médico ainda apertou as mamas com força, machucando-a, para saber se tinha colostro. A pergunta é POR QUÊ??? O bebê só vai nascer daqui 3 meses e só vai precisar de colostro/leite quando nascer, certo? O que vai adiantar saber se tem agora? Se tivesse, a moça ia ficar preocupada pois poderia pensar que poderia acabar antes do bebê nascer.  Tem mulher que não tem nada antes do bebê nascer, e pela incrível força da natureza, assim que o bebê nasce e começa a sugar-lhe as mamas, aparece o tão abençoado colostro. E há mulheres que tem no meio da gravidez. Agora o que isso é relevante para o médico, eu não sei. Final da história, a gestante se sentiu super invadida, agredida e mudou de médico.

Contanto essa história para as meninas que trabalham na empresa elas disseram que é normal! O QUÊ?? Que em quase todas as consultas o médico via o quanto de dilatação elas tinham, até me perguntaram quanto eu já estava!

Cavando mais o buraco sobre a realidade médica no Brasil, escutei muitos casos de violência, de abuso, de desrespeito, um mundo horroroso, principalmente para mulheres de baixa renda, sem informação.

Por isso, gostaria de alertar para buscarmos informação, buscar conhecimento, pois essa é nossa arma contra a violência médica, contra o desrespeito. Devemos parar de achar que médico é Deus e tudo pode e tudo sabe, não sabe! Muitas vezes, cumpre o protocolo de exames que aprendeu na faculdade há mais de 10 anos atrás. Exames que muitas vezes são desnecessários.
Não podemos mais acreditar cegamente no médico, eles são humanos, passivos de erros, como qualquer pessoa.
E somente estudando sobre a gestação, sobre nascimento, saberemos se o que o médico diz é condizente com o que você está sentindo, precisando.
E, uma coisa muito importante, não ter medo de perguntar, qualquer dúvida, qualquer intuição que você tenha pergunte ao seu médico "como é esse exame?",  "qual o objetivo de faze-lo?" , "doi? é desconfortável?", "se eu não fizer, quais consequências?".
E só teremos perguntas se lermos, estudarmos o assunto. As pessoas pesquisam tanto quando vão comprar um celular novo, um carro, uma casa, por que não estudar sobre o parto?

E com as coisas esclarecidas, saberemos escolher o nosso parto e como queremos que nossos filhos venham ao mundo, como queremos ser tratadas.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A expectativa do parto

Quando alguém me aborda pela primeira vez, a primeira pergunta é se é menino ou menina. A segunda pergunta sempre é sobre o nome e a terceira, se eu quero parto normal ou cesárea.Essa é a ordem sempre!
E de vez em quando perguntam se vou tentar parto normal,já assumindo que muitas mulheres querem normal mas não aguentam por n motivos e acabam indo para cesárea, pergunta que não é por maldade, mas é o que acontece frequentemente.

Repondo: menino, Murilo (as vezes da vontade de falar um nome nada a ver para ver a reação das pessoas kkkkk) e por fim eu repondo, quem decide o tipo de parto vai ser ele, apesar de eu estar me preparando para o parto normal. Falo normal porque não quero estender  o assunto com uma pessoa que nem conheço. Quero mesmo um parto natural mas somente na hora é que vou saber como vai ser, se eu vou aguentar a dor até obter dilatação suficiente, se o bebê está encaixado, se minha pressão está normal, se ele está bem e n fatores! Tenho uma gestação tranqüila e saudável a chance de dar alguma coisa errada é baixa, mas existe. Portanto não crio expectativas, não quero pensar muito, pois expectativas só leva a frustração.

Esse foi um tema discutido no grupo de gestantes no samauma. Está sendo divulgado um vídeo de um parto natural pélvico, ou seja um parto natural onde o bebê estava sentado e mesmo assim nasceu de parto vaginal, saindo os pezinhos primeiro e só por ultimo a cabeça. Eu nem sabia que isso era possível, para mim, bebê sentado só conseguiria nascer por cesárea senão morria. Doce engano.
Foi um vídeo incrível! A angústia do momento, a felicidade quando nasceu!
E na discussão do grupo uma mãe passou por situação semelhante mas optou pela cesárea e hoje ele se martiriza, se envergonha, se arrepende, se sente impotente, se sente frustada por não ter conseguido parto natural e a outra conseguiu!

E é por isso que não crio expectativas em relação ao parto, pois não tem como prever como vai ser, não sei o que vou sentir na hora. E escrevi para essa mãe dizendo que eu não teria coragem de arriscar um parto natural se eu descobrisse na hora que o bebê está sentado, primeiro que já entra para uma situação de risco, segundo que se podemos facilitar, pra que complicar? E além disso, sendo o primeiro filho, sei lá, as neuras crescem, o medo fica maior ainda, se o parto já é incerto, quando o bebê está encaixado, as incerteza quando o bebê está sentado é maior ainda! E o medo é o que nos faz diminuir os riscos, é o que nos freia, é o que nos permite sobreviver.

Falei que ela não foi fraca, ela fez o que foi melhor para ela e para o bebê naquele momento. Agir sobre pressão não é fácil, a gente toma a decisão que conseguia tomar naquele momento. Na hora o que a deixou segura foi a cesárea e isso não é vergonhoso. Ainda bem que temos escolhas, a tecnologia existe para nos ajudar.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Grupo de gestante


Eu achava super nada a ver qualquer tipo de grupo, principalmente de gestante. Imaginava que as pessoas ficavam lá trocando fraldas de bonecas, aprendendo a dar mamadeira, a fazer dormir, bom era isso que eu via nos filmes. Mas graças a Deus, temos meios de conseguir informações e mudar de ideia.

Por meios de amigas, fui convidada para assistir uma palestra no Grupo Samaúma, em Barão Geraldo em Campinas. E antes da palestras começarem, as pessoas tinham que se apresentar, contar quantas semanas de gravidez, qual o nome do bebê e o que elas buscavam para o parto. Aff. Já veio aquela visão do Alcoólicos Anônimos na minha cabeça "Olá, sou fulana e estou a tantos dias sóbria."

Tive que falar né, já que estava ali e queria ver a palestra depois. E por incrível que parece, gostei! Me senti aliviada, por falar falar do que tinha medo, das angustias que sentia, do desespero.
E depois, dando a seqüência para as outras gestantes, fui escutando o que as outras pessoas falavam e fui me vendo em muitas delas.  

Fiz minha inscrição no grupo de emails e venho acompanhando as discussões muito interessantes que acontecem por lá. As mulheres do grupo relatam partos, dividem seus videos e fotos, discutem sobre a criação do bebe, quando é hora de parar de amamentar, como fazer isso ou aquilo, indicam livros interessantes, matérias etc.

Nos encontros mesmo fui apenas 3 vezes, uma para ver a palestra da Ana Cris Duarte, uma parteira de São Paulo, que falou sobre parto domiciliar, outra sobre uma Parteira Mexicana, super famosa, chamada Naoli Vinaver, que falou sobre o momento do parto em si, a dor e tudo mais, e a terceira, foi  foi uma palestra sobre Yoga na gravidez.

Agora que estou no oitavo mês, vou ir com mais frequência para esclarecedor dúvidas e aprender mais. Minha obstetra participa do grupo, as doulas com quem conversei também, as neonatalogistas com quem entrei em contato recentemente também. É um momento de conhecê-las como pessoas e não como profissionais, tirar dúvidas, conversar, desabafar. E para mim está sendo super importante participar do grupo pois consegui tirar várias paranoias da cabeça, consegui esclarecer e aprendi muitas coisas. As pessoas são solidárias no grupo, pois passam pelas mesmas coisas.
Totalmente recomendo.
Alguns grupos em Campinas e região:

Samaúma Campinas e Indaiatuba

Lua Nova- Campinas

Grupo Vínculo

Há grupo para mulheres no pós parto também, que eu até indiquei para uma amiga e ela está adorando!

Fica a dica!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Chá de bebê

Mais uma etapa na gestação, o chá de bebê.
Eu não queria muito chamar assim, mas se eu desse outro nome as pessoas não iam entender. Pra gente, essa festinha que antecede o nascimento do bebê é mais uma ocasião para reunir os amigos, tipo uma despedida de Roberta e Bispo, para viramos Roberta, Bispo e Murilo. É um momento para aprendermos com pais experientes, escutar relatos de partos, de amamentação, de fazer a criança dormir etc. Esse foi nosso objetivo. Não estava preocupada em ganhar presentes, graças a Deus conseguimos comprar muitas coisas e ganhamos muitas outras de parentes e amigos. Só para dar um ar de chá de bebê, pedimos fraldas apenas. Eu achei que ia pesar muito para os convidados trazer presente e fralda ou só presente, o objetivo não era esse.

Então o objetivo era fazer uma festinha para reunir os amigos, não ter muita cara de chá de bebê, com aquelas brincadeira que na maioria das vezes são bestas, mas ao mesmo tempo não poderia deixar de lado o tema "uma nova família começa". Gosto de festas feitas por mim, um ar caseiro, aconchegante. Não gosto de festas que contratam decoradores, claro que fica tudo muito lindo, mas tudo muito artificial e informal também, sem a cara da pessoa. Posso, daqui alguns anos mudar de ideia, mas hoje eu prefiro festinhas simples e com o toque pessoal!

Começando pelo convite, eu mesma que fiz! Na internet só achava modelos de convites com bebê, cegonha, carrinho de bebe, bebe numa xícara e não queria nada daquilo. Peguei um desenho de gestante de um curso que foi oferecido ao grupo de gestante que eu participo o Samaúma (aliás, precisava falar sobre isso aqui). Queria colocar o pai, que muitas vezes é deixado de lado durante o período da gravidez. O pai, coitadinho, vira segundo plano, mas não podemos esquecer que sem ele, não existira a grávida, nem o bebê, ou seja, papel fundamental!! E colocando ele no desenho, ficou a deixa que maridos e namorados poderiam vir, mas mesmo assim, tivemos que falar com todas as letras que o homens poderiam participar hehehe.



Eu e minha mãe que preparamos a maioria das coisas. No dia, tive uma grande ajuda de uma grande  amiga, a Cacá que me ajudou e muito no dia, preparando os arranjos florais e a árvore de marshmallow. Comprei rosas brancas e amarelas, mosquitinho, uns vasinhos coloridos tipo baldinho de metal, e tinha separado umas garrafinhas brancas de itubaína para preparar os arranjos. Fiz letras de papelão e encapei com tecido colorido e cola quente, que me rendeu muitas queimaduras nos dedos. Tive alguns problemas de orientação com as letras, inverti o R e o S, mas acabei deixando o S ao contrário mesmo! Preguiça de fazer de novo. Coloquei umas roufenhas no varal

Infelizmente foi uma correria só que não conseguimos tirar foto de tudo. As 5 da tarde eu ainda estava pregando as letrinhas na parede e nem banho ainda havia tomado.

Eu e minha mãe preparamos a comida: brigadeiro, beijinho, gelatina, escabeche de beringela e pate de atum com torradas e pão, salpicão de frango, bolo de cenoura, pipoca e limonada. Tivemos que comprar pão de metro, referi, cerveja, balas de goma. Eu cuidei da decoração do ambiente, nada de exuberante, mas até que ficou legal.
Estava um dia bem quente e felizmente não choveu no final da tarde como choveu a semana inteira.
A festa foi bem gostosa, todos estavam bem e interagindo bastante, nem precisou de brincadeiras para animar (apesar de ter deixado preparado alguma coisa na manga caso precisasse! hehehe). Fiquei muito feliz com o resultado e com as pessoas que compareceram. Agradeço de coração o carinho, a presença e os presentes que ganhamos!


















Eu não parei um segundo, tinha que ficar repondo a comida na mesa pois estava com medo de estragar por conta do calor. Fazia limonada de tempos em tempos para não amargar e depois estourei umas pipocas. Nem comi direito, estava a mil por hora. E não fiquei com fome. Bebi bastante limonada, mas não comi como deveria. 
E ainda mais com o barrigão de 8 meses, fiquei o dobro mais cansada. Por conta disso, acho que minha resistência abaixou e eu acabei pegando uma virose que me fez passar muito mal ontem, culminado em uma visitinha ao hospital para tomar um bucopan, plasil e soro na veia.

E hoje, de molho em casa, dormi o dia todo e estou conseguindo me recuperar! Mais uma prova que alimentação saudável e completa é essencial para se ter uma gestação saudável. 
E assim que continuo curtindo minha gravidez!!





segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Dança do Ventre

Em Julho de 2013 fiz minha apresentação de dança do ventre em um barzinho em Barão Geraldo. Praticamente fechado apenas para as famílias das alunas, mas nem por isso estava vazio!
Cheguei praticamente com a roupa e maquiagem, apenas dei uma retocada lá.  Não tinha muito espaço, quer dizer, não tinha espaço nenhum. Nos concentramos no mezanino em cima do salão, de onde observávamos os convidados chegarem. E o salão enchendo. E o frio na barriga.
A lista  da ordem das músicas foi afixada da parede. Eu dançaria a terceira e a sexta música! A primeira com as taças de vidro com uma vela dentro e a outra com o véu.
Devido a dificuldade de se obter uma foto boa com a falta de luz e sem usar flash, as fotos da dança com as taças ficaram horríveis e só colocarei as fotos da segunda dança, que foi com o véu.

Chegou a hora. Para cada música, havia várias alunas e cada uma tinha sua dança, uma diferente da outra, improvisada, adaptada para o momento e sentimento daquele dia, daquele instante. Elas dançavam por entre as mesas dos convidados. Eu tentei, mas fiquei apenas em uma área restrita. Eu achei muito difícil se deslocar por entre o salão todo. No meu cantinho eu sabia mais ou menos o que passo fazer, sabia o espaço ao meu redor. Se eu saísse dali, perderia o controle do espaço, pois havia locais onde as mesas eram muito próximas umas das outras.

Dancei, nervosa, tentando olhar para frente, tentando olhar para minha família, olhar nos olhos do Bispo, não olhar para baixo e não fazer careta. Parece coisa idiota, mas é muito difícil ter expressão facial e corporal numa apresentação. A gente (eu pelo menos) fico tensa, contando os passos, e quando dá aquela errada básica, faz uma cara horrível, entregando o erro! Durante as aulas, tivemos algum treinamento sobre isso, mas é muito difícil. Nada pior para o público que ver uma dançarina com cara de bost#. Os erros da coreografia, muitas vezes nem se percebe, ainda mais quando se faz o improviso como nesse caso, então, uma coisa aprendi, simpatia na dança é o que realmente conta!
Desta vez pelo menos, não fiz careta como fiz na minha apresentação na Holanda. Consegui fazer uma cara normal, sorrir ainda não, ainda chego lá.

Foi uma experiência muito legal, adorei. A gente avança muito na dança quando tem uma apresentação, a gente treina mais, dança mais, se esforça mais. E além disso, vamos tirando medo de palco, de pessoas, e aprendemos a lidar com o público.











Minhas professoras e eu


Para quem tiver endereço, a minha escolha de dança é essa aqui.

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