domingo, 15 de abril de 2012

Aula na Lousa

Minha aula na quarta-feira sobre regulação da transcrição gênica em Procariotos foi todinha na lousa.
Sei que temos inúmeras formas de estratégias de ensino para usar em sala de aula, projeção por datashow, estudo dirigido, trabalho em grupos, discussão em roda, aula prática, etc. E por que então escolhi a tão velha e boa lousa?
Ano passado a turma de enfermagem reclamou que aulas com datashow eram muito rápidas e elas não conseguiam acompanhar (falo elas, porque a maioria são meninas). Realmente, quando se escreve passo a passo na lousa um raciocínio é mais fácil de acompanhar. E por que não usar outra coisa, como estudo dirigido? Principalmente porque temos apenas 1h40m de aula por semana para ensinar um conteúdo vasto que vai mudando a cada ano. Acabamos por ensinar o básico do básico. As coisas novas sobre o tema são vistas super por cima.
Enfim, deixando os problemas sobre metodologias de lado. Como foi minha primeira aula na lousa? Quais características que deve ter para dar uma boa aula? O que fazer para melhorar?

Por ser uma primeira vez, até que não fui tão mal. Obviamente poderia ser melhor ( e na sexta-feira foi bem melhor!!). Pessoal prestou atenção, participou, fizeram perguntas (perguntas é sinal de que entenderam e, portanto, gerou duvidas além do conteúdo). Acredito que consegui passar alguma mensagem.

Dicas para uma boa aula na lousa 
(baseado nas aulas que tenho acompanhado e no livro Presentatio Skilss by Alexei Kapterev):

1- Para dar uma aula você sobre um assunto X, representado pelo círculo branco na figura abaixo, você deve saber/conhecer/entender além do que será dado, representado pelo circulo em vermelho. O aluno só vai conseguir aprender o que está representado em preto, apenas uma pequena porção do que você mostrou. Desta forma você consegue fazer associações, responder eventuais perguntas que estão na borda vermelha da figura, enfim, você estará preparado. Isso que significa preparação.



2- Ter uma letra boa na lousa. Isso é meio óbvio, não? Sua letra na lousa terá que ser compreendida pelos alunos. Traços forte e letras claras. Nesse quisito não estou mal não.

3- Saber desenhar. As pessoas aprendem mais quando vêem do que quando apenas escutam. Portanto, se estiver usando projeção do computador, use figuras, se estiver usando a lousa, faça esquemas ilustrativos, fluxogramas, gráficos, tabelas, ajudam bastante a compreensão dos alunos. Usar cores diferentes e traços fortes e sempre fazer legendas. Depois os alunso copiam e não sabe mais o que é o que.

4- Ser uma pessoa organizada na lousa. Bom, não fui tão organizada assim. Era para eu ter desenhado 3 esquemas sobre o mesmo assunto, mas eu usei muito espaço para o primeiro e portanto não tinha espaço para os outros 2. Tive que apagar e fazer os outros, um de cada vez. Mas para entender aquele assunto era mais fácil visualizar os 3 esquemas de uma vez. As pessoas só conseguem compreender um assunto  quando conseguem ver a transformação, o antes e o depois, diminuindo ou crescendo, é mais fácil para comparar. Fizeram um estudo onde ofereceram 3 casas para as pessoas comprarem, uma com estilo moderno e 2 com estilo colonial a única coisa que o corretor falava era que uma das casas coloniais tinha um pequeno problema. Resultado, a maioria das pessoas escolhiam a outra casa colonial, pois tinham com o que comparar. engraçado né? Mas preste atenção no seu dia dia, quando vemos aquelas fotos da maquiagem antes de depois, restauração de móveis etc, não é verdade?! Na minha aula tentei colocar transformação, quando a expressão de um gene é ativada e logo abaixo, como ela é inibida. Tentei, mas não fui tão bem sucedida, devido a minha confusão na lousa 

5- Aulas expositivas, onde o professor só fala (seja com lousa, ou datashow) e o aluno escuta, são cansativas e dão sono. Também sou aluna e sei como é. Na minha aula observei umas 4 pessoas dormindo (mas me disseram depois que esses mesmos alunos dormem sempre em sala de aula, então fiquei um pouco mais tranquila), mas de qualquer forma é frustante. Dá raiva. Mas eu entendi completamente. O que faz os alunos dormirem é a falta de novidade. No início eles não dormem, porque tem uma pessoa nova falando, com uma voz diferente, um jeito diferente. Mas depois eles se acostumam com o tom de voz, não há nada de novidade mais e aí caem no sono. No livro que estou lendo "Presentation Secrets", uma das dicas bastante válida é trazer novidades, trazer contrastes. Bom, comecei minha aula com uma história real, que não tinha muito a ver com a aula, comecei falando de um programa da ONU de acabar com a fome na Ásia e Africa levando alimentos de países industrializados para lá. Um dos tipos de alimentos eram laticíneos, pois acabar com a fome era pouco, eles queriam diminuir a destruição e para isso tinha que fornecer as fontes de vitaminas, sais, calcio, energia. Mas a maioria das pessoas tiveram diarreia após ingestão dos alimentos derivados do leite. Após essa pequena história, comecei com perguntas para estimular, motivar o estudo. Uma aula além de ensinar, deve motivar o aluno, o aluno tem que ver um propósito naquilo que está sendo passado. Por que um aluno de enfermagem teria que saber como controla a expressão gênica de bactérias? Foi isso que tentei passar, e acho que consegui, pois além de contar essa história no começo, no final falei um pouco sobre resistência à antibióticos!

6- Faça uma história com seu conteúdo. Sua aula deve ter começo meio e fim e uma mensagem principal. Tem que estar coesa, unida, fechadinha. História não é apenas fatos e sim fatos com alma!

Deixando as regrinhas de lado, minha dica é varie, mude, faça alguma coisa para os alunos voltarem a prestarem a atenção. Se vira, invente! 
Resumindo uma aula  não tem só o objetivo de  educar, mas também de  motivar e entreter! 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sobre a aula de hoje

Hoje darei minha primeira aula para aluno de verdade. Quando digo alunos de verdade, me refiro a uma classe de alunos da faculdade e não colegas de trabalho, é uma turma  heterogênea, alunos com diferentes interesses, objetivos e quase que base nenhuma do que irei falar hoje. Darei aula para o primeiro ano de enfermagem da Unicamp, onde uma parte veio cursinho (com vários conceitos errados), outra metade de colégio técnico de enfermagem (salva um pouco) e um terço são alunos de estatística (que só tiveram esse assunto no cursinho, portanto entra no grupo 1) que escolheram essa disciplina de Biologia Molecular para trabalharem posteriormente com Bioestatística.
É um grande desafio prender a atenção deles.
É um desafio para eu falar devagar.
É um desafio para ser clara na explicação.
É um desafio para eles entenderem.
É um desafio dar uma aula inteirinha na lousa!!

Vamos ver no que dá, depois eu conto como foi!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Receita para Sexta-feira Santa: Bacalhau à Bras

A minha vida toda achava que a única forma de fazer bacalhau era cozido em camadas de batatas, pimentão e tomate. Como é um peixe bastante caro no Brasil, comíamos uma vez ao ano, e portanto, não tinha muito porquê variar a receita, só de ter bacalhau em casa já era um grande evento. Mas foi quando conheci Ana, portuguesa da gema, que nosso mundo bacalhoístico mudou!! 
Primeiro fomos apresentados ao Bacalhau com Natas, com bacalhau português, pescado na Noruega, cozido em Groningen, com o restante dos ingredientes holandeses e mesmo com a misturança de nacionalidades, ficou uma delícia!. E em Portugal, em um restaurante em Évora fomos apresentados ao Bacalhau à Brás! 
Mesmo não gostando de bacalhau, Bispo se atreveu a experimentar o Bacalhau à Bras lá em Évora, influenciado por sua então namorada, euzinha, que sempre experimenta as coisas que não gosta só para ter certeza que não gosta mesmo, experimentou e aprovou o bacalhau à Brá, e virou fã número 1!

E hoje foi a nossa vez de tentar fazer a receita. Eu fiquei na supervisão e documentação, enquanto Bispo cozinha.
A receita é super fácil, rápida e deliciosa, vamos lá

Ingredientes

500 g de bacalhau seco e salgado
500 g de batata para fritar ou 200g de batata palha pronta
2/3 xícara de azeite de oliva
6 ovos
3 colheres de salsinha (colocamos cebolinha também)
Azeitonas pretas (bacalhau sem azeitonas pretas, não é bacalhau, não é mesmo?!)
sal
pimenta do reino
óleo para fritar

Modo de fazer

1- Lave o bacalhau e deixe de molho em água na geladeira por 24 horas, troca a água umas 3 vezes
2- Rale e lave a batata até que a água saia transparente. Seque bem e frite até ficarem douradas. Reserve.




3- Desfie o bacalhau


4- Corte a cebola em pedaços não muito pequenos e refogue em azeite até ficarem douradas.




5- Junte o Bacalhau desfiado e refogue por 4 minutos.
6- Adicione os ovos batidos temperado com sal e pimenta do reino ao bacalhau refogado com cebola, como se fosse fazer ovos mexidos. 
7- Acrescente a batata palha, a salsinha e as azeitonas pretas, e voilá!

8- Sirva com arroz branco e bom apetite!



ESALQ


Há duas semanas fui a ESALQ (Escola de Agronomia Luis de Queiroz) em Piracicaba, SP, fazer inscrição para um concurso de professor substituto. Fiquei maravilhada com o campus da Universidade, cheio de palmeiras imperiais, gramados, lago, florestinha, prédios antigos totalmente preservados. Resolvi tirar umas fotinhos e mostrar aqui!
Trabalharia lá fácil, fácil!!
O local era a fazenda do Sr. Luis de Queiroz, que foi cedida ao governo contato que se transformasse em universidade.  Vejam vocês se o lugar não é bonito mesmo!


Parecia estar naqueles filmes antigos da décade de 50!


Olha esse corredor! Não é coisa de filme!?



As palmeiras imperiais

Túmulo do Sr. Luis de Queiroz


Vitral com desenho do campus



quinta-feira, 22 de março de 2012

Resumo básico Espiritismo (Kardecista)

Já algum tempo percebi que o post mais lido no meu singelo blog foi sobre o Hinduismo em seguida os posts sobre Islamismo e Mulheres Muçulmanas. Com certeza é um tema interessante, muito aquém da nossa realidade e por isso que chama bastante atenção. Quero deixar bem claro que me baseei nas experiências que tive com o povo dessas religiões, em relatos de amigos e em alguns sites para entender alguns princípios básicos de cada uma, mas não foram estudos antropológicos, nem psicológicos e nem histórico que fiz. Minha intenção aqui é dar uma ideia do que estou falando, instigar a curiosidade de vocês para procurarem mais sobre o assunto e ainda, dar outro ponto de vista.

Voltando, como vi que os temas religiosos estão dando ibope, resolvi escrever sobre o espiritismo, aliás, não sei porque não escrevi sobre isso antes, pois tenho bastante contato com espiritismo há muitos anos. Já fiz cursos em centro espíritas para ender um pouco a Doutrina, já fui em diverso trabalhos em centros espíritas e frenquenteo até centro de Umbanda, que na verdade não é considerada espírita, mas tem também espíritos envolvidos (falarei na Umbanda em outro dia). Usarei aqui o Espiritismo com sinônimo de Kardecista, doutrina baseada nos livros de Allan Kardec. No Brasil quando se fala em espiritismo, há confusão com religões como umbanda, candomblé que também tem envolvimento com espíritos, mas não são espiritismo.

Antes de tudo, Espiritismo não é Religião e sim, uma Doutrina. Bom, mas qual a diferença? Pedindo ajuda para Wikipedia, doutrina é um conjunto de princípios que servem de base a um sistema, seja ele religioso, politico, filosófico, militar etc. Doutrina é objeto de ensino, de conduta. Religião, do latim religare, significa religação ao divino, é um conjunto de crenças e sistemas que tentam explicar o sentido da vida, a origem dela e do universo. Sendo assim, o Espiritismo faz parte do Cristianismo, uma religião monoteísta centrada no ensinamentos de Jesus Cristo. Acredita-se em um Deus único, mas não como os católicos pregam, um Deus todo poderoso, que castiga, que cria as coisas num piscar de olhos, mas os espíritas acreditam em um Deus único, onipresente, uma energia e não uma pessoas, que habita cada coisa no universo. E é por isso que muitas vezes o espiritismo é classificado como Neo-Panteísta (deus é tudo), ao invés de Monoteístas (Deus é um).

O espiritismo também prega o amor, a caridade, o perdão. Também tem a bíblia como livro sagrado, mas sua ênfase é o Novo testamento, aquele onde há os ensinamentos de Jesus. O Velho Testamento é ignorado não porque não seja interessante ou que não seja verdade, mas sim porque não tem muita aplicação na vida atual. É um belo livro histórico, rico em detalhes, mas já passou e para o Espiritismo não tem muita utilidade.

E o que o espiritismo difere do catolicismo?

O Espiritismo acredita em espíritos, acredita que nosso corpo é um veículo para nosso espírito viver no Planeta Terra, que quando o corpo morre, o espírito se desliga do corpo físico e vai para outros planos (planos espirituais) para aguardar uma próxima reecarnação, uma nova ligação ao corpo físico. Portanto, para os espíritas, a morte não existe, somos todos eternos em busca de uma evolução pessoal. E a comunicação com os espíritos se dá através de médiuns, pessoas com sensibilidade maior que as outras que percebem a manifestação dos espíritos de diversas formas, seja pela vidência, pela audição, sensibilidade.

A comunicação com espíritos sempre esteve presente na vida dos humanos encarnados. Sempre houve relatos de fantasmas, bruxas que falam com os mortos, casas mal assombradas. No dinal do século IX, muitos fenômenos espirituais aconteciam no mundo. Dentre esses acontecimentos, o caso das irmãs Fox, em 1848 em Hydesville, NY, EUA, teve grande repercursão. A casa onde as irmãs moravam era mal assombrada, havia barulhos estranhos que vinham das paredes. Tudo indicava que Kate e Margaret Fox, com 11 e 14 anos respectivamente eram o centro do fenômeno paranormal, e assim se tornaram atraçao para curiosos. As irmãs Fox começam a desenvolver um código para decifrar o que os barulhos queriam dizer, uma pancada significava "sim" e duas, "não", enquanto outros sinais simbolizavam letras ou palavras. Mais ou menos  como a brincadeira do copo de hoje em dia. O provedor dos barulhos nas paredes foi indentificado através dessas perguntas e respostas como um homen que morou naquela casa e foi morto a facadas anos antes. Buscas feitas mais tarde revelaram que havia ossos humanos enterrados no porão da residencia e que era do morador da mesma Charles Rosma. Quase que simultaneamente, em 1850 na França, surgiu o fenômeno das mesas girantes, que ficaram famosas em festas da época. A mesa girante era redonda de 3 pés sobre a qual se juntava participantes que colocavam as mãos sobre ela e causava saltos, girava e dava pancadas. Por meio de um código semelhante as irmãs Fox, era possível conversar com o invisível. Os franceses se divertiam muito com as respostas das mesas. Foi a febre do momento

Hippolyte Léon denizard Rivail, escritos, educador e tradutor francês da época foi chamado várias vezes para essas festas das mesas girantes, e ainda muito relutante foi a uma sessão convidado por um amigo. Após algumas sessões, começou a se questionar como objetos inertes poderiam emitir mensagens inteligentes. Ficou admirado com as manifestações e resolveu investigar.
As "forças invisíveis" que se manifestavam diziam que eram as almas de homens que já haviam vivido na Terra. Num desses trabalhos, uma mensagem foi destinada especificamente a ele. Um Espírito chamado Verdade disse-lhe que tinha uma importante missão a desenvolver. Daria vida a uma nova doutrina filosófica, científica e religiosa. E foi assim que se iniciou a codificação da Doutrina Espírita

O desenvolvimento da Codificação Espírita se iniciou na casa da família Baudin, em  1855, onde duas moças que eram médiuns, de 14 e 16 anos. Através da "cesta-pião", prinçipio da psicografia atual, com um mecanismo parecido com as mesas girantes, Kardec fazia perguntas aos Espíritos desencarnados, que as respondiam por meio da escrita mediúnica. 
Foi assim que surgiu o Livro dos espíritos. A partir de então, Rivail começou a usar o pseudônimo de Allan Kardec, para evitar que sua personalidade ficasse em evidência, pois era um educador conhecido e tinha muitas obras publicadas nesse campo.

Allan Kardec iniciou o Espiritismo, escrevendo os livros bases da doutrina, que incluem, além dos Livros do espíritos:
- o Livro dos MédiunsTrata da mediunidade, em seus aspectos teórico e experimental. Considerado o livro científico da doutrina espírita.
- o Evangelho Segundo o EspiritismoTrata da parte ético-moral da doutrina espírita, trazendo uma nova interpretação do Evangelho Bíblico de Jesus de Nazaré, analisado à luz do Espiritismo. Em sua primeira edição, chamava-se "Imitação do Evangelho Segundo o Espiritismo", adquirindo o nome definitivo a partir da segunda edição de 1865.que traz trechos do Novo Testamento e sua explicação logo em seguida, 
- O Céu e o Inferno:  que Traz o aprofundamento de alguns conceitos cristãos, segundo a ótica espírita: A vida após a morte, o Céu, o Inferno, o Purgatório e a Justiça Divina e 
- a GêneseObra de caráter científico e filosófico, é dividida em 2 partes: A primeira, detalha a criação tanto material quanto orgânica e espiritual; a segunda parte trata de Jesus, dos milagres e das predições.


A doutrina espírita foi onde encontrei as respostas para minhas dúvidas existenciais e por isso decidi estudar a fundo, aliás, o espiritismo incentiva bastante o estudo da doutrina, dos fenômenos espirituais e mais que tudo, incentiva a reforma íntima, o autoconhecimento e a melhora de si mesmo.

Todas as casas espíritas que conheço tem cursos sobre a doutrina e estudos sobre os livros de Allan KArdec, além de cursos sobre passe.

E como funciona uma casa espírita?

Os centros espíritas tem como objetivo ajudar o próximo, ajudar pessoas necessitadas, seja de necessidade física ou espiritual. Em outras palavras, os centros espíritas fazem obras de caridade a comunidades carentes, coletam  roupas e alimentos e distribuem para pessoas necessitadas, entre outras trabalhos como suporte jurídico gratuito, sessões de psicologia e outras atividades prestadas por  frequentadores dos centros.

Uma sessão numa casa espírita inicia-se com uma palestra sobre algum trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo. Após a palestras, as pessoas vão para uma salinha receber o passe. O passe é uma forma de equilibrar nossas energias. Pessoas com problemas espirituais mais graves, como por exemplo, pessoas doentes (pois tem desequilíbrio de energia), ou pessoas que possuem  obsessores (espíritos desencarnados que estão ligados a nós influenciando nos de maneira negativa) são conduzidas a uma salinha especial, onde se faz uma doutrinação, uma conversa com o espírito obsessor para entender  o porque dele estar acompanhando tal pessoa, e fazê-lo encontrar o caminho da Luz.
Vale lembrar que os espíritos obsessores são espíritos que estão na mesma vibração energética que nós, por isso que há aproximação e não necessariamente são espíritos do mal, mas espíritos que tem afinidade conosco de alguma forma, por exemplo, um ente querido que morreu e era super ligado a nós durante a vida, e com a morte, o sofrimento da separação era muito grande e não conseguimos nos desligar, e assim, após desencarnado o espírito desencarnado continua ao nosso lado. Isso muitas vezes não é bom, pois a pessoa que se foi está sofrendo a separação e "não deixa" a outra pessoa seguir o rumo da vida. Outro exemplo são espíritos que convivemos em outras vidas que a gente lhe fez algum mal, que vem nos influenciar negativamente para se vingarem. Exemplos são inúmeros, mas acho que deu para entender. Os tratamentos espirituais podem ser de diversas formas, não vou entrar em detalhe aqui sobre os procedimentos, pois diferem de casa para casa.


Para finalizar, pois ninguém aguenta mais ler esse texto, os espíritas acreditam em vidas passadas, em reencarnação. Nós morremos e reencarnamos em outros corpo, em outra família, em outra época, país, para aprendemos lições não aprendidas na vida anterior, resgatar dívidas com espíritos e assim continuar sua evolução.


fonte
http://www.espirito.org.br


segunda-feira, 12 de março de 2012

Hora de estudar

Tudo tem sua hora e seu tempo. Para uma pessoa impaciente como eu, que quer tudo na hora que pensa, na hora que teve a ideia, na hora que quer, é a pior coisa que se tem para escutar.
Mas é a dura realidade.
Estou numa fase de reflexão sobre a vida profissional, uma fase para me preparar para o que vem pela frente. Bom, ainda não sei o que vem pela frente, mas o plano é ser professora/pesquisadora.
Na Holanda foi a parte pesquisadora que estava sendo desenvolvida, deixando a fase professora um pouco de lado, adormecida.
Por 4 anos eu não dava uma aula de verdade. Por 4 anos não estudei bioquímica básica, biologia geral, nada. Eram artigos científicos específicos, teses de doutorado, mestrado, revisões e os conceitos básicos estavam numa memória bem distante.
Com minha volta para o Brasil, fui em busca de atividades e formas de entrar no mercado de trabalho novamente. E alguns concursos apareceram e eu decidi que ia prestar concurso para professora em universidade. Aqui está o motivo dos meus posts super espaçados. Na verdade não foi bem assim, estive na dúvida até o último minuto da inscrição, pois não tinha certeza se eu queria mesmo continuar na vida acadêmica, mas mesmo assim, fiz a inscrição, meio que empurrada pelo estímulos dos meus colegas profissionais da área. E hoje não me arrependo não. Ainda não foi o concurso e estou loge de saber quando serão as provas, mas o que me deixou mais feliz foi poder estudar novamente, pois dentre as etapas do concurso estão a prova escrita e a prova didática, onde teremos que dar uma aula para graduação de 40 a 50 min de um tema de 10 no total que será sorteado 24 horas antes, ou seja, terei que estudar os dez temas antes, que é basicamente o livro inteiro!
Para ajudar nos estudos conversei com a professora responsável pela disciplina de bioquímica da Enfermagem se poderia ajudá-la nas aulas. Não há forma melhor de aprender que estudar para dar uma aula. Para ensinar a gente tem que saber muito mais. E foi com essa ideia que comecei a dar monitoria nas aulas da bioquímica para turma de enfermagem. E também nas aulas de Biologia Molecular para a mesma turma com outra professora.
Além disso estou aprendendo a didática das professora, o jeito de lidar com os alunos, como engatar um assunto, como introduzir outro, como explicar, como avaliar, etc. Lecionar não é apenas falar, falar e falar, envolve mil outros fatores. E o mais legal é perceber que no final os alunos entenderam o que você quis que eles entendessem. É um desafio. E a gente aprende muitooo!

E assim agora estou com minha semana preenchida, cheia de coisas para estudar, também estou fazendo experimentos no lab, escrevendo projetos, papers, vivendo, curtindo e me preparando para o futuro!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Chegadas e Partidas

Tem um programa em algum canal da TV de mesmo nome, onde a apresentadora Astrid entrevista as pessoas no aeroporto, e realmente ela consegue histórias bem interessantes!
E como ontem fui buscar meu maridinho no aeroporto, achei que poderia ser um tema legal de falar aqui.
Toda vez que vou ao aeroporto buscar alguém, sempre fico imaginando quem as pessoas ao meu lado estão esperando, quanto tempo elas estão fora, quem é a Mr. Smith da plaquinha que um rapaz está segurando? Para onde vai o barbudo que acabou de desembarcar com um mala de instrumento musical? Quem é que a família está esperando com flores e cartazes? Aeroporto e rodoviárias são repletas de histórias de amor, de reencontros!
Sempre acompanho umas 3 famílias para saber quem eles estão esperando. Fico imaginando suas histórias, suas saudades, e sempre me emociono com as lágrimas do vizinho ao lado ao ver o retorno do filho amado. Ontem havia uma mãe de 4 meninas (reparei pelo pinjente de 4 meninas penduradinhas na corrente, cuja filha mais velha morava no exterior e veio de ferias para cá trazendo a filhinha bebê que chamava Fátima. Uma das filhas que aguardava no aeroporto, que parecia ser a do meio, era madrinha da criança e havia uma disputa entre a mãe e as 2 filhas para quem pegaria a Fátima primeiro. Filho Havia tabém um casal de uns 50 anos que aguardava o filho que parecia estar morando no exterior e voltou para passar as ferias. Uma mulher com um filho bebê pendurado nao peito com aquelas mochilinhas de bebê chegava com trocentas malas e uma criança de uns 3 anos segurando o carrinho com as malas.  Loucura viahjar sozinha com 2 crianças. Lembrei da Simone que volto para o bBrasil de mundança com 3 crianças!!
Das vezes fui buscar alguém no aeroporto reparei que o encontro de casais mais velhos são menos calorosos, não há lagrimas, apenas um sorriso, um abraço e um beijos rápido. O retorno de filhos são recebidos com abraços apertados e demorados. Amigos são recebidos com gritos, sorrisos e gargalhadas. Pais são recebidos pelas crianças com um forte abraço.
Eu já fui recebida com flashes, com lágrimas de alívio que voltei sã e salva, com abraços fortes, com sorrisos! Já fui recebida por desconhecidos com placa escrito meu nome. Não há nada melhor que retornar e ter alguém nos esperando com um enorme sorriso!
E também já recebi pessoas queridas com cartazes, com gritos, com correria, com lágrimas de "como é bom tê-lo aqui" "que bom te ver de novo"e sempre com muitos sorrisos, com muita alegria!!

Se por um lado o retorno é aliviante, gostoso, alegre e feliz, a partida sempre é dolorosa, penosa e triste.
Todas as vezes que parti, fui acompanhada por pesadas lágrimas. Chorei horrores quando deixei minha família no aeroporto de Guarulhos em todas as vezes que fui para Holanda, chorei horrores quando minha família embarcou de volta ao Brasil depois de passar 2 semanas conosco na Holanda. Aquele último olhar para trás faz meus olhos encherem de lágrimas novamente. Chorei quando voltei pra o Brasil mais cedo que o Bispo. É uma dor no peito que eu sinto, é uma saudade que eminente que explode dentro de mim, sei lá, é muito estranho.

Mas por enquanto as partidas estão suspensas, estou de volta ao Brasil, assim como meu maridinho e por aqui ficaremos por algum tempo.



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