segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A Umbanda


Desde pequena eu sempre gostei de passear. Minha mãe fala que quando alguém me chamava para sair, para ir na casa de alguém, ou mesmo ir à padaria, eu me arrumava rapidinho e dizia "Estou pronta". Sempre estive pronta para sair, para passear para conhecer pessoas e lugares.


Uma vez, lembro que minha tia me levou a uma casa bem simples, com um quintal grande, de terra batida, e tinha muitas pessoas vestindo branco. Elas cantavam, dançavam. Era bem divertido, eu adorava.
Depois de adulta, durante minha turbulência e inquietação, acabei chegando a um centro de Umbanda, perto da minha casa. Lá senti um cheiro familiar, um incenso forte, as pessoas vestiam branco também, cantavam músicas e de repente eu estava cantando com elas, sabia todas as letras:

"Eu vi mamãe Oxum na cachoeira,
sentada na beira do Rio
Colhendo lírio, lírio ê, colhendo lírios, lírios a,
colhendo lírio para enfeitar nosso congar"

Percebi que o ambiente era familiar, e veio a memória de minha infância com a tia Cleusa e me dei conta que já tinha ido em terreiro de Umbanda ou Candomblé, não sei ao certo. Provavelmente foi terreiro de candomblé, mas ainda não sei e não vou saber tão cedo, pois tia Cleusa não está mais entre nós. Na verdade não importa mais.

Quando eu tinhas meu 23 ou 24 anos, quando passava por uma turbulência emocional, foi lá no Centro de Umbanda que recebi ajuda, foi lá que meu coração foi acalmado, foi lá que recebi conselhos valiosos.

As religiões que trabalham com espíritos são vista com olhos tortos pela sociedade em geral. Para uma pessoa ignorante (no sentido literal, de não ter conhecimento) a Umbanda é sinônimo de macumba, que é a mesma coisa que candomblé. Para muitos espíritas, que teoricamente são estudados, tolerantes e abertos, a Umbanda é uma religião primitiva, que se baseia em espíritos não evoluídos, e na verdade se recusam a falar e aceitar os rituais umbandistas. Digo isso pois já presenciei tais palavras. Na minha opnião o preconceito, seja ele religioso, sexual, racial, é devido ao medo do desconhecido, e à falta de informação. Os pré conceitos que escuto sobre a Umbanda é porque a pessoa não tem ideia do que se trata. E é por essa razão que resolvi falar sobre a Umbanda hoje. 

Tentarei aqui esclarecer alguns tópicos importantes, tirar alguns preconceitos e mostrar um pouco dessa religião tão rica, tão bonita que é a umbanda, e numa outra oportunidade, falarei do candomblé, religiões diferentes, mas com alguns princípios semelhantes.

A umbanda é uma religião totalmente brasileira, talvez a única. Foi iniciada pela mistura dos rituais de cultos de religiões africanas, indígenas  e a católica.

A origem

Negros de diversas tribos na África eram capturados e vendidos para fazendeiros em colônias portuguesas, inclusive no Brasil, para trabalharem primeiramente nas fazendas de cana de açúcar (engenhos) e, posteriormente, em plantações de café Brasil. Para evitar rebeliões, já que quase sempre os escravos eram maioria, os senhores misturavam negros de nações diferentes para dificultar a organização, impedida pela barreira dialética. Era uma mistura de costumes, tradições e religião. Além disso, os negros eram considerados povo pagão, assim como os índios, portanto os jesuítas estavam decididos a catequizá-los, e aqueles que não se convertiam eram punidos com violência. Para continuarem com seu rituais, adaptaram seus deuses aos Santos católicos (evento chamado de sincretismo religioso) e, assim, apesar da diversidade religiosa, os negros se unificaram pela religião, algumas divindades foram esquecidas, outras foram unidas, e assim surgiu um novo ritual. Como era impedidos de realizarem qualquer atividade religiosa dentro das senzalas, os escravos iam para as matas no meio da noite. Naquela época os negros já tinham a simpatia dos índios, tanto pela semelhança da cor da pele, quanto pelo sentimento em comum contra os brancos. Pela convivência entre negros e índios, houve troca de conhecimento, junção de rituais, cultos aos espíritos da natureza dos índios e o culto aos Orixás dos negros.

Os Orixás

Orixás sãos os deuses africanos. Deuses não são humanos, nem espíritos, é uma força, uma energia maior que atuam sobre a natureza, sobre o planeta e são manifestados pela própria natureza, assim, são divididos em quatro grupos principais terra, água, fogo e ar. Encontramos, portanto, Orixás  das matas, do mar, dos rios, etc. E como somos parte da natureza, nossas vidas são influenciadas pelos Orixás também, assim, surge os arquétipos. Do grego ache: principal e tipos: impressão, marca. Por exemplo, quem é filho de Oxum, tem determinadas características como determinação, competitivo, impaciente entre outras, como se fosse as características dos signos do zodíaco. Para saber mais clique aqui.

Devido ao sincretismo religioso, os Orixás estão associados aos Santos católicos, que varia dependendo do estado brasileiro, por exemplo, Oxum é Nossa Senhora da Conceição no Rio de Janeiro, Oxalá é Jesus Cristo no Paraná, Iemanjá é Virgem Maria no Paraná, Oxossi é São Jorge na Bahia.




Exus

           Os Exus não são Orixás, são espíritos que já viveram na Terra e que se desviaram do caminho do bem, cometeram vários crimes, mas agora se arrependeram e querem continuar sua evolução espiritual e, para isso, trabalham com a prática da caridade. Talvez por isso são associados erroneamente ao mal. Nos centros de Umbambas podem incorporar nos médiuns (Gira de Exus) para o atendimento do público dando conselhos, resolvem problemas pessoais etc. ou ainda podem ser trabalhadores dos Pretos Velhos durante a Gira de Pretos-Velhos, ou outras giras, para a abertura dos caminhos, proteção dos terreiros contras espíritos do mal, proteção dos médiuns. São guardiões e por isso são espíritos sérios, de palavra, geralmente usam uniformes de soldados e tem aparência intimidadora, tudo para combater o mal. Vão a locais pesados, de grande energia negativa, para desfazer trabalhos, resgatar espíritos sofredores etc.
Recomendo a leitura do livro “O Guardião da meia-noite” de Rubens Saraceni para entender um pouco mais sobre os Exus e tirar os preconceitos que ainda possa existir.

Pretos –velhos

São espíritos extremamente evoluídos que em uma de suas encarnações, foram escravos e viveram em Senzalas. Mas já viveram como médicos, filósofos, ricos, sacerdotes, magos mas preferem se apresentar com a roupagem espiritual de velhos negros para ensinar a humildade. São amorosos, não intimidam como os Exus, curam, ensinam e educam as pessoas com toda a paciência do mundo. Não vão fazer milagres, vão dar conselhos valiosos. Conhecem profundamente a magia branca, as forças da natureza.
São mestres da sabedoria e humildade. Quando incorporados, o médium fumam cachimbos, falam pausadamente com sotaque peculiar.
Há muito para falar dos pretos velhos, para saber mais clique aqui.



A Umbanda de esquerda e de Direita

Totalmente enganados está aquele que pensa que um linha faz o bem e outra faz o mal. Ambas tem o mesmo objetivo ajudar ao próximo, fazer o bem. A diferença está nas entidades, nos espíritos, que incorporam e trabalham nas sessões. Por exemplo, no centro de Umbanda que fui, havia os dias de Esquerda e os dias de Direita. No dia de Umbanda de Esquerda, eram os Exus e Pombas Giras que vinham atender ao público, e nos dias de Direita eram os Pretos-Velhos. A diferença é que os Pretos-Velhos são mais evoluídos espiritualmente. A diferença era nítida, os pretos velhos são amorosos, bonzinhos, meigos, os Exus eram mais objetivos, bravos, sérios, os dois ajudam, fazem o bem.

O Culto

Como só fui a um centro de Umbanda, vou falar um pouquinho de como é o ritual nesse centro, pois varia de centro para centro. Os trabalhadores da casa se vestem de branco, cor da paz e tranquilidade e ficam descalços, simbolizando a humildade. Recomenda-se as pessoas irem de branco também e com roupas que cubra os ombros e as pernas, em sinal de respeito.
O salão todo é pintado de branco  e  é dividido em 2 partes, uma onde o pai de santo fica juntamente com outros médiuns (os cavalos) e a outra parta ficam as pessoas que vão buscar ajuda, auxílio para suas aflições, problemas ou enfermidades. Há cheiro de incenso no ar bem característico.
Inicia-se os batuques e uma pessoa puxa o cântico. Isso faz com que as pessoas parem de conversar e de pensar sobre os problemas que as afligem, todos pensam as mesmas coisas, cantam a mesma música, falam a mesma coisa e o ambiente é assim harmonizado.

Após umas 5 músicas mais ou menos, inicia-se a "incorporação" dos médiuns com os espíritos do dia. Quando é a Gira dos Preto-velhos, percebem que os médium ficam com aparência de velhos, idosos, andam encurvados com bengalas. A palavra incorporação é mal empregada, pois ninguém toma o corpo de ninguém, o que acontece é que o espírito desencarnado se aproxima do médium, e este transmite as palavras, as características do espírito. Mas mesmo assim vou usar esse termo para facilitar.
A maioria dos médium da Umbanda são inconscientes, ou seja, não lembra de nada que o espírito falou por seu intermédio, ou fez. Muitas vezes eles fumam, bebem cachaça e não se embriagam, muito menos se lembram do que disseram. É um evento complexo que me faltam palavras pra explicar como ocorre. Mas acho que deu para entender mais ou menos, ou não?.
O espíritos que vão lá "incorporar" pode ser de diferentes falanges (grupos), por exemplo, há dias da semana que os trabalhos são feitos pelos Preto-Velhos (Gira de Pretos-velhos, linha da direita) e outro dia da semana Exus (Gira, de Exu, linha de esquerda). Há também o dia dos Baianos, caboclos, crianças, etc.
Vou usar a Gira dos Pretos-velhos como exemplo.
As pessoas antes do trabalho pegam um senha para se consultador com o Preto-velho de sua preferência. Depois da incorporação, os pretos velhos fazem seus trabalhos espirituais e depois começam os atendimentos ao público. Os pretos velhos são como psicólogos, dão conselhos, acalmam os corações aflitos e indicam algum chá, algum banho para amenizar a enfermidade ou angustia que a pessoas estão sentindo.

Há muito que se falar sobre Umbanda, meu intuito aqui é dar uma visão geral, tentar tirar alguns preconceitos. Para saber mais recomendo pesquisarem em outros sites, mas tenham sempre o senso crítico, pois tem muita besteira por ai. Fonte boa são os livros do autor Robson Pinheiro como o “Sabedoria de Pretos-Velhos”. Recomendo o site de um centro/terreiro de Umbanda do Paraná http://www.terreirotioantonio.com.br/ 





sábado, 17 de novembro de 2012

Nova cara

Minha dedicação e animação com o blog voltaram! Por tanto tempo ele ficou abandonado, coitado! Até tentei dar uma cara nova para ele.
O que acharam?


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Uma nova vida



Admito que estava sem ânimo para escrever. Escrever sobre o quê? sobre meus fracassos nos concursos que prestei? Sobre minha busca por empregos? Pelas entrevistas mal sucedidas? Ninguém quer falar dos fracassos, ninguém quer escutar lamentações.

Foram meses de angústias, tentando dar um rumo para minha vida, tentando saber qual meu destino. Não tinha mais vontade de escrever no blog, nem de pintar, nem de fazer mais nada. Era difícil dar um rumo para vida quando você tem dúvida do que quer. Minha frustação com a ciência, com a pesquisa ainda estava lá. Mas mesmo assim mandei um projeto de pesquisa para a Fapesp (agência de financiamento de pesquisa no estado de São Paulo), mas veio o primeiro baque: um não bem dado, com direito a justificativa mal dada, dizendo que meu currículo e do supervisor não era bom, dizendo que o projeto não era original, e outras mil coisas. Chorei. Superei e parti para próxima. 


A próxima era o concurso para professor substituto de Bioquímica na Unicamp, no Departamento em que estou trabalhando. E como a Fapesp não permite dar aulas ou exercer qualquer outra atividade remunerada, achei que foi um foi até bom não ter conseguido a bolsa de pós doc, pois poderia dar aula e ter experiência didática, item está faltando no meu currículo.

Semana seguinte ao baque número um, veio o baque número dois. Num concurso com dois candidatos e eu não passei. Foi um concurso caseiro, com as regras pouco claras e com falta de seriedade e ética. Chorei, chorei horrores, estava decidida abandonar essa vida ingrata, não queria ir nunca mais para Unicamp, não queria mais ser professor, não queria ser mais nada. Sai atordoada Unicamp depois do resultado, mal enxergava, fui direto para a casa da minha mãe. A chamei no portão já aos prantos. Chorei sem parar, soluçava, havia anos que não chorava assim. Chorei toneladas e dormi. Fui para casa e decidi nunca mais ir para Unicamp. Enquanto isso recebia e-mails de amigos e professores dizendo para eu não desistir, para ter forças que fui bem no concurso apesar de tudo. Acho que o que mais doeu foi eu ter recebido nota mais baixa no currículo que a outra candidata, que não tinha nada. O currículo media o desempenho como pesquisador, quantos artigos foram publicados, enfim, eu estava com 7 ou 8 artigos e a outra candidata tinha 4 ou 5. Ai sim que ficou claro que não era para ser pesquisadora mesmo. Foi fod#, eu pois a vida inteira estava decidida ser professora pesquisadora, ser cientista, tracei o rumo da minha vida para isso. Ai, chego aqui e tudo me diz o contrário. Comecei a pensar em outro objetivo, em outro rumo, ai chorava mais.
As pessoas não se cansavam de me dizer que a  vida é assim mesmo, que é difícil, que não podemos desistir, que coisa melhor ia aparecer para mim, que não era meu destino e tudo que vocês podem imaginar para cheer me up. Mas não adiantava.
Pensei seriamente em abandonar tudo, em fazer alguma coisa totalmente diferente do que fiz até agora. Mas ficava pensando será que seria feliz, realizada nessa nova atividade.

Minha dúvida era interna, será que meu destino era ser mesmo pesquisadora? Será que é isso mesmo que vim fazer nesse planeta? Se realmente esse é meu papel aqui, por que minha bolsa de pós doc foi negada? Por que eu não passei em nenhum concurso? Por quê? Por quê? Até prestar vestibular eu pensei! Quem sabe fazendo engenharia de qualquer coisa eu arrumaria um emprego.
Estava em constante conflito existencial, mas isso não me deixou imobilizada, não me impediu de fazer outras atividades.

Depois de 2 semanas pensando, ergui a cabeça e comecei meu novos projetos. Depois de vários conselhos dos meus professores, mandei uma carta para Fapesp pedindo reconsideração para o meu projeto, uma cartinha justificando que o assessor estava sendo muito rigoroso que eu daria conta do projeto e tal. Mas também desencanei desse projeto e segui com outras coisas. Fiz de tudo um pouco. Vendia adesivos para unhas, cosméticos e perfumes do O Boticário, abri uma loja virtual o Empório Maria Exibida, fiz pães caseiros (que aliás são uma delicinha) e por fim, até trabalho com fotografia!

E dia 13 de novembro, às 18 h recebi um e-mail que me deixou nos céus dizendo: Sua bolsa de pós doutorado foi aprovada!!!
Comecei a pular, a gritar, abracei minha mãe, meus irmãos que estavam comigo naquele momento. Foi algo inesperado, me pegou desprevenida, achei que o resultado sairia após o feriado e já nem tinha mais esperanças. Já estava investindo em outras coisas. Mas saiu! Tenho 2 anos de bolsa de pós doutorado da agência de fomento mais top do Brasil!

Agora tenho mais 2 anos para melhorar meu currículo e passar num concurso para professor universitário e ter um filho. Sim! Agora com bolsa, podemos pensar em ter filhos, pois nessa vida nossa de incertezas, 2 anos de certeza é bastante lucro!

E nesse período aprendi várias coisas a ter paciência, a investir em inovação, em desenvolver criatividade, a erguer a cabeça e superar frustações. Pude sentir o carinho das pessoas, a confiança que eles depositam em mim, o amor do meu marido, da minha família e amigos para ajudar a superar essa fase. E uma frase do Bispo que me fez pensar direito: Eu vejo que você fica muito feliz quando as coisas no lab dão certo, acho que você não deveria tentar mais um pouco.
  
Rezei, rezei muito para ter forças, para me mostrarem se eu estava no caminho certo. Agora tenho a resposta e mais uma chance.








domingo, 29 de julho de 2012

Bazar de trocas





Sabe aquela peça que compramos por impulso mas não combina com nada do nosso guarda-roupa? Ou ainda aquela que não serve mais por termos emagrecido muito, o que acontece com muitas de nós (rs)? Ou ainda aquela que você não quer mais ver na frente? Pois então, essas peças que ficariam tristes e abandonadas no seu guarda-roupa, podem ser felizes no guarda-roupa de outra pessoa! E você pode levar para casa peças novas, fashion sem gastar um tostão! E mais que isso, você terá uma tarde super agradável! Ótimo negócio, não?

Essa foi a nossa chamada para o Primeiro Bazar Fashion de Trocas! 
Eu e três amigas nos resolvemos marcar um dia para realizar trocar roupas, sapatos e acessórios que não queremos mais. Muitas pessoas se interessaram e acabamos convidamos outras pessoas, amigas de cada uma de nós. 
Foi numa tarde de sábado, cada uma trouxe uma comida e uma bebida para fazermos uma confraternização.
Com dois espelhos grandes espalhados pelo quintas, roupas em cabides penduradas em dois varais de arame, bolsas em um cabideiro e inúmeros sapatos colocados nos bancos de madeira fizemos nossa lojinha de trocas.
Havia algumas regras para não virar bagunça: cada pessoa tinha um certo número de pontos para gastar no bazar, para evitar que uma pessoa que apenas trouxesse uma blusinha não voltasse para casa com 10 sapatos e 50 blusas. Tentamos ser o mais justa possível. Esses pontos eram equivalentes a quantidade de peça que ela trazia para trocar. Cada peça que a pessoa trazia valia um certo número de pontos de acordo com a categoria de cada peça, por exemplo um casaco valia 5 pontos, uma blusa valia 3 pontos. Colocamos um código em cada peça com o preço (valor de pontos)  e o nome da doadora por ex RR01 , 4 pontos (peça número 01da Roberta e vale 4 pontos), assim as pessoas que gostassem daquela peça anotariam numa caderneta esse código e faziam o débito do número de pontos que tinha inicialmente. 
Mas no final acabamos abandonando as regras, pois na verdade cada uma de nós não queria voltar para casa com nossas roupas, queríamos se livrar delas, portanto cada um pegou o que queria e quanto queria e pronto! E até pessoas que não levaram nada para trocar levaram coisas para casa. O que sobrou, olha que não foi muito, uma das meninas levou para doação em um centro espírita!












E se tivesse mais de uma pessoa que gostasse da mesma peça? Sorteio da pedra maior!
Foi muito gostoso e todas sairam satisfeiras!!
Recomendo totalmente!!

terça-feira, 17 de julho de 2012

A mudança

Muitas coisas acontecem e ainda não tenho o meu cantinho para sentar e escrever aqui por isso fico semanas sem aparecer, mas em breve isso vai mudar! Mudamos para nosso cantinho e em breve terei meu tão sonhado home office!!!

E hoje vou falar da mudança, sim mais uma vez! A mudança agora é para nossa casa.
Depois do casamento, o marido voltou para Holanda para finalizar o  contrato dele e eu fiquei na casa dos meus pais. Quando ele voltou em março, ficamos os dois na casa dos meus pais até liberar o apto para onde iríamos mudar.
Os aluguéis em Campinas estão um horror de caro, preços abusivos, portanto a solução era arrumar um apartamento de algum amigo para alugar. Comprar agora não dá, não temos dinheiro e nem emprego fixo para pedir financiamento, além do mais, não sabemos onde vamos morar definitivamente. E morar definitivamente em um lugar também não me anima muito, sei lá. A solução no momento é pagar aluguel mesmo.
Íamos mudar para o apto do meu ex- orientador, cujo atual inquilino é minha chefe atual. Ela havia comprado um apartamento para ela e novembro do ano passado, mas até hoje a papelada do lugar não saiu e ela continua lá. Nesse meio tempo, o apartamento de um amigo do Bispo vagou e ele nos perguntou se gostaríamos de morar lá, não pensamos duas vezes, entre o certo e  duvidoso, escolhemos o certo! Em uma semana corremos com a papelada para a imobiliária, aliás, descobri outra classe de trabalhadores que só causam ira e revolta em mim, os corretores de imóveis, ow  povo chato!!! Desabafo a parte, conseguimos finalmente mudar! Na sexta dia 6 de julho às 16 horas, peguei as chaves do apto e às 20 hs, eu e o Bispo munidos de vassouras, panos de chão e um arsenal de produtos de limpeza, fomos dar um trato no apto, para fazermos a mudança no dia seguinte. Desespero pouco para mudar! A ideia era limpar a fundo o banheiro e a cozinha para tornar a casinha habitável.
Com dicas de Tatiana Pacheco, a mestre em faxinas, limpei azuleijo por azuleijo da cozinha, com uma buchinha com sabão de côco numa mão e um paninho úmido na outra. Sim, meus braços no dia seguinte eram pura dor! Tive até que tomar um dorflex, pois não estava aguentando. Não conseguimos acabar a faxina neste dia, foi ela que acabou com a gente. Saímos do apartamento às 11 da noite, com os olhos vermelhos de sono, corpo cansado e quase intoxicados pelos produtos químicos, mas muito felizes por estarmos arrumando nosso cantinho.
Graças a nossos amigos queridos Marilene e Bita, conseguimos um carro para fazer nossa mudança! Trocamos nosso corsinha pela montana deles apenas por um dia para conseguir carregar os presentes de casamentos, eletrodomésticos, móveis e tranqueirada que juntamos ao logo da vida. De móveis, tínhamos apenas a cama e o colchão, geladeira, fogão e máquina de lavar, mas nem por isso deixou a muito mudança mais fácil, mudar nunca é fácil. Fizemos 3 viagens uma com os presentes de casamento e livros, outra com eletrodomesticos e outra com a cama.


Enquanto Bispo, meu pai e meu irmão carregavam as coisas de lá para cá, eu fiquei no apto para terminar a faxina e esperar o caminhão do Sobrapar chegar. Ah, esqueci de um detalhe, o dono do apto o alugava mobiliado, portanto, quando pegamos as chaves, o apto estava completamente cheio de moveis e coisas, tinhamos um dia para tirar tudo para ter espaço para a nossas coisas. Já estava me conformando que teria que entulhar tudo em um quarto, mas por sorte, muita sorte, o Léo veio buscar algumas coisas que ele queria levar embora e liberou o restante para doar. Assim que soube que poderia doar tudo, comecei a ligar para as casas de beneficência, como o Centro Espírita Allan Kardec,  Corsini e Sobrapar. O primeiro tinha que agendar para buscar, o segundo não tem veículo grande para pegar tudo de uma vez e o hospital Sobrapar da Unicamp falou que poderia buscar as coisas no sábado mesmo, caso o motorista aparecesse, se não na segunda-feira seguinte. Foi o escolhido! No mais tardar na segunda teria a casa livre. De qualquer forma, colocamos tudo na sala e por volta das 11 da manhã, chega o caminhãozinho do Sobrapar e conseguiu levar tudo embora!! Fiquei tão feliz!! Casa nova merece tudo novo né?
O hospital da Sobrapar tem um bazar muito bacana de móveis reformados, eletrônicos, eletrodomesticos, roupas, sapatos etc. que realmente recomendo!



A mesa da cozinha que nunca conseguia ficar arrumada

Caixas de presentes de casamento!

Ás 13 horas havíamos terminado de trazer tudo, ou melhor quase tudo, faltou todas as roupas do guarda-roupa, que decidimos trazer depois quando tivermos um guarda-roupa. Cansados e imundos fomos almoçar num restaurante aqui perto, aliás, a gente está bem munido de bons restaurantes aqui por perto.
Mas ainda não acabou, de barriga cheia fomos para o centro da cidade comprar um guarda-roupa, vimos que não ia ter como ficar sem um por muito tempo. Fomos nas Casas Bahia onde minha tia trabalha. Ela nos deu várias dicas e conseguimos um bom desconto! Mas só chegaria em uma semana. Antes tarde que muito tarde!
Acabados, chegamos em casa para arrumar a bagunça, que só deu uma melhorada no domingo a noite! Terminamos o final de semana com a cozinha e o quarto de dormir arrumados, a sala totalmente vazia e o outro quarto cheio de coisas esparramadas no chão. Exaustos mas felizes no nosso cantinho!


depois de um domingo inteiro limpando arrumando, até que deu uma mlhorada.





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