sábado, 15 de fevereiro de 2014

A expectativa do parto

Quando alguém me aborda pela primeira vez, a primeira pergunta é se é menino ou menina. A segunda pergunta sempre é sobre o nome e a terceira, se eu quero parto normal ou cesárea.Essa é a ordem sempre!
E de vez em quando perguntam se vou tentar parto normal,já assumindo que muitas mulheres querem normal mas não aguentam por n motivos e acabam indo para cesárea, pergunta que não é por maldade, mas é o que acontece frequentemente.

Repondo: menino, Murilo (as vezes da vontade de falar um nome nada a ver para ver a reação das pessoas kkkkk) e por fim eu repondo, quem decide o tipo de parto vai ser ele, apesar de eu estar me preparando para o parto normal. Falo normal porque não quero estender  o assunto com uma pessoa que nem conheço. Quero mesmo um parto natural mas somente na hora é que vou saber como vai ser, se eu vou aguentar a dor até obter dilatação suficiente, se o bebê está encaixado, se minha pressão está normal, se ele está bem e n fatores! Tenho uma gestação tranqüila e saudável a chance de dar alguma coisa errada é baixa, mas existe. Portanto não crio expectativas, não quero pensar muito, pois expectativas só leva a frustração.

Esse foi um tema discutido no grupo de gestantes no samauma. Está sendo divulgado um vídeo de um parto natural pélvico, ou seja um parto natural onde o bebê estava sentado e mesmo assim nasceu de parto vaginal, saindo os pezinhos primeiro e só por ultimo a cabeça. Eu nem sabia que isso era possível, para mim, bebê sentado só conseguiria nascer por cesárea senão morria. Doce engano.
Foi um vídeo incrível! A angústia do momento, a felicidade quando nasceu!
E na discussão do grupo uma mãe passou por situação semelhante mas optou pela cesárea e hoje ele se martiriza, se envergonha, se arrepende, se sente impotente, se sente frustada por não ter conseguido parto natural e a outra conseguiu!

E é por isso que não crio expectativas em relação ao parto, pois não tem como prever como vai ser, não sei o que vou sentir na hora. E escrevi para essa mãe dizendo que eu não teria coragem de arriscar um parto natural se eu descobrisse na hora que o bebê está sentado, primeiro que já entra para uma situação de risco, segundo que se podemos facilitar, pra que complicar? E além disso, sendo o primeiro filho, sei lá, as neuras crescem, o medo fica maior ainda, se o parto já é incerto, quando o bebê está encaixado, as incerteza quando o bebê está sentado é maior ainda! E o medo é o que nos faz diminuir os riscos, é o que nos freia, é o que nos permite sobreviver.

Falei que ela não foi fraca, ela fez o que foi melhor para ela e para o bebê naquele momento. Agir sobre pressão não é fácil, a gente toma a decisão que conseguia tomar naquele momento. Na hora o que a deixou segura foi a cesárea e isso não é vergonhoso. Ainda bem que temos escolhas, a tecnologia existe para nos ajudar.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Grupo de gestante


Eu achava super nada a ver qualquer tipo de grupo, principalmente de gestante. Imaginava que as pessoas ficavam lá trocando fraldas de bonecas, aprendendo a dar mamadeira, a fazer dormir, bom era isso que eu via nos filmes. Mas graças a Deus, temos meios de conseguir informações e mudar de ideia.

Por meios de amigas, fui convidada para assistir uma palestra no Grupo Samaúma, em Barão Geraldo em Campinas. E antes da palestras começarem, as pessoas tinham que se apresentar, contar quantas semanas de gravidez, qual o nome do bebê e o que elas buscavam para o parto. Aff. Já veio aquela visão do Alcoólicos Anônimos na minha cabeça "Olá, sou fulana e estou a tantos dias sóbria."

Tive que falar né, já que estava ali e queria ver a palestra depois. E por incrível que parece, gostei! Me senti aliviada, por falar falar do que tinha medo, das angustias que sentia, do desespero.
E depois, dando a seqüência para as outras gestantes, fui escutando o que as outras pessoas falavam e fui me vendo em muitas delas.  

Fiz minha inscrição no grupo de emails e venho acompanhando as discussões muito interessantes que acontecem por lá. As mulheres do grupo relatam partos, dividem seus videos e fotos, discutem sobre a criação do bebe, quando é hora de parar de amamentar, como fazer isso ou aquilo, indicam livros interessantes, matérias etc.

Nos encontros mesmo fui apenas 3 vezes, uma para ver a palestra da Ana Cris Duarte, uma parteira de São Paulo, que falou sobre parto domiciliar, outra sobre uma Parteira Mexicana, super famosa, chamada Naoli Vinaver, que falou sobre o momento do parto em si, a dor e tudo mais, e a terceira, foi  foi uma palestra sobre Yoga na gravidez.

Agora que estou no oitavo mês, vou ir com mais frequência para esclarecedor dúvidas e aprender mais. Minha obstetra participa do grupo, as doulas com quem conversei também, as neonatalogistas com quem entrei em contato recentemente também. É um momento de conhecê-las como pessoas e não como profissionais, tirar dúvidas, conversar, desabafar. E para mim está sendo super importante participar do grupo pois consegui tirar várias paranoias da cabeça, consegui esclarecer e aprendi muitas coisas. As pessoas são solidárias no grupo, pois passam pelas mesmas coisas.
Totalmente recomendo.
Alguns grupos em Campinas e região:

Samaúma Campinas e Indaiatuba

Lua Nova- Campinas

Grupo Vínculo

Há grupo para mulheres no pós parto também, que eu até indiquei para uma amiga e ela está adorando!

Fica a dica!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Chá de bebê

Mais uma etapa na gestação, o chá de bebê.
Eu não queria muito chamar assim, mas se eu desse outro nome as pessoas não iam entender. Pra gente, essa festinha que antecede o nascimento do bebê é mais uma ocasião para reunir os amigos, tipo uma despedida de Roberta e Bispo, para viramos Roberta, Bispo e Murilo. É um momento para aprendermos com pais experientes, escutar relatos de partos, de amamentação, de fazer a criança dormir etc. Esse foi nosso objetivo. Não estava preocupada em ganhar presentes, graças a Deus conseguimos comprar muitas coisas e ganhamos muitas outras de parentes e amigos. Só para dar um ar de chá de bebê, pedimos fraldas apenas. Eu achei que ia pesar muito para os convidados trazer presente e fralda ou só presente, o objetivo não era esse.

Então o objetivo era fazer uma festinha para reunir os amigos, não ter muita cara de chá de bebê, com aquelas brincadeira que na maioria das vezes são bestas, mas ao mesmo tempo não poderia deixar de lado o tema "uma nova família começa". Gosto de festas feitas por mim, um ar caseiro, aconchegante. Não gosto de festas que contratam decoradores, claro que fica tudo muito lindo, mas tudo muito artificial e informal também, sem a cara da pessoa. Posso, daqui alguns anos mudar de ideia, mas hoje eu prefiro festinhas simples e com o toque pessoal!

Começando pelo convite, eu mesma que fiz! Na internet só achava modelos de convites com bebê, cegonha, carrinho de bebe, bebe numa xícara e não queria nada daquilo. Peguei um desenho de gestante de um curso que foi oferecido ao grupo de gestante que eu participo o Samaúma (aliás, precisava falar sobre isso aqui). Queria colocar o pai, que muitas vezes é deixado de lado durante o período da gravidez. O pai, coitadinho, vira segundo plano, mas não podemos esquecer que sem ele, não existira a grávida, nem o bebê, ou seja, papel fundamental!! E colocando ele no desenho, ficou a deixa que maridos e namorados poderiam vir, mas mesmo assim, tivemos que falar com todas as letras que o homens poderiam participar hehehe.



Eu e minha mãe que preparamos a maioria das coisas. No dia, tive uma grande ajuda de uma grande  amiga, a Cacá que me ajudou e muito no dia, preparando os arranjos florais e a árvore de marshmallow. Comprei rosas brancas e amarelas, mosquitinho, uns vasinhos coloridos tipo baldinho de metal, e tinha separado umas garrafinhas brancas de itubaína para preparar os arranjos. Fiz letras de papelão e encapei com tecido colorido e cola quente, que me rendeu muitas queimaduras nos dedos. Tive alguns problemas de orientação com as letras, inverti o R e o S, mas acabei deixando o S ao contrário mesmo! Preguiça de fazer de novo. Coloquei umas roufenhas no varal

Infelizmente foi uma correria só que não conseguimos tirar foto de tudo. As 5 da tarde eu ainda estava pregando as letrinhas na parede e nem banho ainda havia tomado.

Eu e minha mãe preparamos a comida: brigadeiro, beijinho, gelatina, escabeche de beringela e pate de atum com torradas e pão, salpicão de frango, bolo de cenoura, pipoca e limonada. Tivemos que comprar pão de metro, referi, cerveja, balas de goma. Eu cuidei da decoração do ambiente, nada de exuberante, mas até que ficou legal.
Estava um dia bem quente e felizmente não choveu no final da tarde como choveu a semana inteira.
A festa foi bem gostosa, todos estavam bem e interagindo bastante, nem precisou de brincadeiras para animar (apesar de ter deixado preparado alguma coisa na manga caso precisasse! hehehe). Fiquei muito feliz com o resultado e com as pessoas que compareceram. Agradeço de coração o carinho, a presença e os presentes que ganhamos!


















Eu não parei um segundo, tinha que ficar repondo a comida na mesa pois estava com medo de estragar por conta do calor. Fazia limonada de tempos em tempos para não amargar e depois estourei umas pipocas. Nem comi direito, estava a mil por hora. E não fiquei com fome. Bebi bastante limonada, mas não comi como deveria. 
E ainda mais com o barrigão de 8 meses, fiquei o dobro mais cansada. Por conta disso, acho que minha resistência abaixou e eu acabei pegando uma virose que me fez passar muito mal ontem, culminado em uma visitinha ao hospital para tomar um bucopan, plasil e soro na veia.

E hoje, de molho em casa, dormi o dia todo e estou conseguindo me recuperar! Mais uma prova que alimentação saudável e completa é essencial para se ter uma gestação saudável. 
E assim que continuo curtindo minha gravidez!!





segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Dança do Ventre

Em Julho de 2013 fiz minha apresentação de dança do ventre em um barzinho em Barão Geraldo. Praticamente fechado apenas para as famílias das alunas, mas nem por isso estava vazio!
Cheguei praticamente com a roupa e maquiagem, apenas dei uma retocada lá.  Não tinha muito espaço, quer dizer, não tinha espaço nenhum. Nos concentramos no mezanino em cima do salão, de onde observávamos os convidados chegarem. E o salão enchendo. E o frio na barriga.
A lista  da ordem das músicas foi afixada da parede. Eu dançaria a terceira e a sexta música! A primeira com as taças de vidro com uma vela dentro e a outra com o véu.
Devido a dificuldade de se obter uma foto boa com a falta de luz e sem usar flash, as fotos da dança com as taças ficaram horríveis e só colocarei as fotos da segunda dança, que foi com o véu.

Chegou a hora. Para cada música, havia várias alunas e cada uma tinha sua dança, uma diferente da outra, improvisada, adaptada para o momento e sentimento daquele dia, daquele instante. Elas dançavam por entre as mesas dos convidados. Eu tentei, mas fiquei apenas em uma área restrita. Eu achei muito difícil se deslocar por entre o salão todo. No meu cantinho eu sabia mais ou menos o que passo fazer, sabia o espaço ao meu redor. Se eu saísse dali, perderia o controle do espaço, pois havia locais onde as mesas eram muito próximas umas das outras.

Dancei, nervosa, tentando olhar para frente, tentando olhar para minha família, olhar nos olhos do Bispo, não olhar para baixo e não fazer careta. Parece coisa idiota, mas é muito difícil ter expressão facial e corporal numa apresentação. A gente (eu pelo menos) fico tensa, contando os passos, e quando dá aquela errada básica, faz uma cara horrível, entregando o erro! Durante as aulas, tivemos algum treinamento sobre isso, mas é muito difícil. Nada pior para o público que ver uma dançarina com cara de bost#. Os erros da coreografia, muitas vezes nem se percebe, ainda mais quando se faz o improviso como nesse caso, então, uma coisa aprendi, simpatia na dança é o que realmente conta!
Desta vez pelo menos, não fiz careta como fiz na minha apresentação na Holanda. Consegui fazer uma cara normal, sorrir ainda não, ainda chego lá.

Foi uma experiência muito legal, adorei. A gente avança muito na dança quando tem uma apresentação, a gente treina mais, dança mais, se esforça mais. E além disso, vamos tirando medo de palco, de pessoas, e aprendemos a lidar com o público.











Minhas professoras e eu


Para quem tiver endereço, a minha escolha de dança é essa aqui.

sábado, 4 de janeiro de 2014

A doula


Antes de sair de férias, conversei com a minha potencial doula. Foi uma conversa gostosa, esclarecedora e muito reconfortante.
Conversei com ela por telefone e marcamos de nós encontrarmos na padaria Alemã. Ela havia chegado mais cedo e já estava me esperando. Eu não a conhecia e quando cheguei procurei uma mulher sozinha em uma mesa .Parecia aqueles encontro de internet, mas eu ao invés de levar uma rosa, estava com minha barriga saliente levando o Murilo. Foi fácil me reconhecer.
Eu estava com muitas dúvidas, nem sabia por onde começar e ela iniciou a conversa perguntando como eu cheguei ao parto humanizado. Essa foi uma boa pergunta pois deu para acalmar minha ansiedade ao percorrer o caminho da minha escolha. Resumidamente eu disse que o parto humanizado tirou a idéia horripilante que eu tinha sobre!
Mais calma a conversa começou a fluir naturalmente.

Para entender sobre quem ssão as doulas, retirei esse trecho do site http://www.doulas.com.br/index.php que aliás é um bom começo para entender o trabalho dessas pessoas e encontrar uma para você gestante.

"A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto. 
Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, elas estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.
Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.
O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto."

Voltando a minha conversa com a doula, ela me explicou o que elas fazem antes, durante e depois do parto. A minha escolha até agora é fazer o parto no hospital, e portanto, minha dúvidas foram tiradas a respeito do parto hospitalar. Veja lá: 

Antes 

Ensina técnicas de respiração muito importantes para o trabalho de parto, métodos de relaxamento, conversas esclarecedoras, tira dúvidas, incentiva participar de grupos de gestantes. E próximo a chegada do bebê, ela vai até a casa da família, para saber onde fica, quanto tempo demora para chegar, conversa com o pai, com os familiares, explica o que e como vai acontecer.


Durante

Quanto estoura a bolsa ou quando a gestante apresenta 10 contrações em 1 hora, a doula é chamada e vai para a casa da família. Lá ela acompanha a evolução do trabalho de parto, acompanha o bebê, escutando o coraçãozinho dele, ajuda a aliviar as dores das contrações com massagens, banhos quentes, compressas, e outras métodos. Faz uso bastante da psicologia para dar apoio e incentivo para a mulher e tranquilidade para o marido. Este, segundo a doula, são os desesperados do momento, que querem levar a esposa para o hospital o mais rápido possível, portanto, a doula presente, conhecendo todas as fases do trabalho de parto, consegue tranquilizar a todos, explicando o que está acontecendo e tal.
Chegado o momento, a doula dita a hora de ir para o hospital e ela já liga para a obstetra de modo a chegar todos juntos lá. Isso evita a gestante passar pelo PS, onde rotineiramente seria examinada por enfermeiras e médicos desconhecidos para saber se é hora de ir para sala de parto ou aguardar mais dilatação. É nessa hora que as gestantes passa por situação constrangedora e desconfortável. Quando chega ao hospital a médica,  doula e a gestante, todos juntos, o processo é agilizado e pula essa situação.
Durante o período expulsivo, a doula continua do lado da parturiente, dizendo o que fazer.
Uma coisa que eu fiquei impressionada é que no parto humanizado a mulher quem da a luz e é o bebê quem nasce. Meio óbvio, era para ser assim em qualquer tipo de parto normal, humanizado ou não, mas não é isso que acontece geralmente não. No parto humanizado o médico assiste ao parto, e só intervém se ocorrer algum problema, mas se tudo ocorrer normalmente, a parturiente sozinha, com suas contrações consegue expulsar o bebê e este, com sua manobra para passar pelo canal pélvico, sai sozinho. Ninguém puxa, ninguém espreme a barriga da parturiente.

Depois

Uma expressão muito usada pela doula na nossa conversa é " recepcionar o bebê", que é o momento de pegá-lo ao sair do útero da mãe. Uma expressão muito bonita, pois realmente é uma mudança e tanto na vida do bebê e precisa ser recepcionado sim. Ninguém bate, não se corta o cordão imediatamente a saída. O bebê é recepcionado, geralmente, pelo pai ou médico e entregue ao colo da mãe imediatamente. A doula ensina a recém mãe a amamentar, a dar o primeiro banho e outras dicas mais.

Foi reconfortante essa conversa. Foi legal de ver o brilho nos olhos da doula, ela faz isso realmente porque gosta muito. Agora vou conversar com mais umas 2 para me decidir qual escolher, já que faltam apenas 10 semanas para o Murilo chegar!


Fonte: http://www.doulas.com.br/index.php

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

Como diz meu marido, ano ímpar sempre tem coisas boas!!
Pois é, não tenho nada a reclamar de 2013. Um ano de me organizar, de passear, de repensar, refletir, decidir...
As fotinhos começam no mês de abril pois foi quando adquiri o meu atual celular, do qual obtive as fotos, pois todas as minhas fotos estão em casa e eu estou em Garça.

Janeiro
Mês de férias, fomos para Chapada dos Veadeiros com nosso casal de amigos Karla e Arjan, muito natureza, cachoeiras, muito descanso e conversas com minha amiga do Rio Grande do Norte que mora lá nas terras baixas.


Fevereiro
Compramos nosso primeiro carro. Uma grande conquista, ficamos feliz da vida. Por conta disso, tivemos vários pequenos acidentes com o carro nas primeira semanas, foi uma pequena catástrofe atrás da outra, batidas (foram mais que 2), coisas absurdas na estrada (pneu estourando do nosso lado, motociclista quase cai na nossa frente, radares, coisas voando do caminhão na nossa frente e muitas outras coisas). Com olho gordo não se brinca mesmo!
Comecei meu novo emprego, uma nova fase da minha vida, uma nova rotina.

Março
Acho que foi em março que eu parei com o blog, estava me adaptando a nova rotina, sair de casa as 6:30 da manhã e chegar às 7 da noite.  Não tinha vontade de escrever, não tinha ânimo, só queria chegar em casa o mais rápido possível, comer, me jogar no sofá e dormir.
Comecei amizades novas no trabalho, pessoas realmente incríveis.

Abril
Foi quando descobri a minha doença celíaca. Um choque a princípio. Uma reeducação alimentar em seguida e uma melhora impressionante na qualidade de vida! Nunca mais passei mal ou tive gastrite! E percebi que o mundo, os encontros sociais, as festas, as facilidades do fast food é baseado em glúten! claro, quer combinação melhor para um alimento: barato e versátil! Da cerveja, pão, bolachas, bolos, pizzas, salgadinhos de festa, sandwiches, lasanha, macarronada aff, inúmeras guloseimas, que agora não faz parte do meu mundo!
Mês de passeios com amigos e festinhas com as crianças!

Maio
Mês de experimentar receitas sem glúten. Aff, quantos bolos, quantos pães horrorosos jogados no lixo, mas finalmente consegui fazer um bolo de banana sem glúten super bom! Aniversário da minha avó, 86 anos, cervejaria em Sorocaba, passeio em Serra Negra, turismo em São Paulo, baladinhas, mês bem badalado!






Junho
Mês do meu aniversário e do meu marido, muitas comemorações e resultado: babynho a caminho!!!
Festas juninas, mais passeios, encontros de amigas do colégio e festa da Cerejeira em Garça.


Julho
Minha primeira apresentação de dança do ventre no Brasil. A primeira e horrorosa apresentação foi na Holanda. Desta vez eu treinei bastante e dancei 2 músicas sem coreografia, foi só no improviso! Tá ai, um tema para um próximo post! Ah, e no final da apresentação, contei para minha família da novidade. Estava meus irmãos, minhas tias e minha mãe. Só falei para a família e pedi para não espalharem a notícia aos quatro cantos do mundo, porque antes dos 3 meses é complicado, pode dar problema e tal. Até que eles respeitaram!! uffa

Agosto
Fiz ultrassom de 12 semanas e vi meu babynho pela primeira vez! E já dava para saber que é um menino!!
Mês de comilanças, festa Suiça em Indaiatuba e claro, amigos sempre presentes!
Foi um mês de susto, pois fomos assaltados no semáforo e levaram nosso carro (lembram do olho gordo, pois é, tomem cuidado!).



Setembro
Barriguinha começa sutilmente aparecer. Chá de bebê da Luiza, filha da Mi, Aniversário de 1 ano da Lavinia, casamento do Renato. E peguei o resultado do ultrassom, olha que fofurinha de babynho!!
Nosso carro foi achado e foi para o conserto.

Outubro
Começou com visita da minha querida amiga de longa data, Júlia, que hoje mora em Paris. Despedida da Nuri, nova amiga, que saiu da empresa. Bispo foi para os EUA e aproveitou para comprar algumas coisinhas para nosso bebê. Enquanto isso, fui para o Guarujá com minha mãe e irmãos. Agora sim com quase 5 meses, a barriga parece de gestante e não de gordinha. Nasce o Will, filho da nossa amiga Liv.
O carro ficou pronto depois de 2 meses na oficina e na mesma semana quebrou, bora chamar o guincho de novo!


Novembro
Finalmente passei um dia com minha querida amiga Tati. Noutro dia, passeamos com nossos amigos Luli, Andre M, Anamaria e André e as crianças. Hora de montar o berço. E agora com 5 meses tiramos algumas fotinhos com a pequena barriga (na época achava enorme!). Nasce a Luiza, filhinha da Mi e do Renatão.
Ah, e claro, minha apresentação oficial de dança do ventre o teatro Amil. Já estava com 6 meses, e a barriga cresceu absurdo! Outro tema para um post, já fiz até o upload do video para mostrar aqui.
Dezembro
Encontro com as amigas do ETECAP, com amiga da Holanda, hoje professora na UFABC, Raquelita. Encontro com as amigas de blog. E férias, finalmente. Praia, sol, mar e água fresca, com a família. E o babynho, agora beibão com 7 meses. Começo a ter desconforto para dormir, andar e abaixar mas no mais, passando super bem.

Resumindo, nesse ano de 2013 eu só tenho agradecer, agradecer pela saúde, pela minha gestação saudável, pelos amigos sempre presentes, pela família maravilhosa, pelas oportunidades, pelos passeios, pelas alegrias e amor que envolve minha vida!

Um ótimo futuro para todos nós!

domingo, 15 de dezembro de 2013

A escolha do parto

Toda vez que alguém me pergunta se eu vou querer parto normal ou cesária e eu respondo que gostaria de fazer um parto natural humanizado, a primeira reação das pessoas é  "Nossa! Você vai fazer o parto em casa, na piscina?!". Aí eu começo com uma breve explicação sobre o que é parto humanizado.

A primeira coisa que eu falo é que parto humanizado se baseia no respeito à mulher, a criança e ao pai/acompanhante. Como assim? Durante o pré natal, os profissionais esclarecem as dúvidas, nos mostram as opções do parto, as vantagens e as desvantagens de cada procedimento, indica livros e, assim, a mulher tem informações suficientes para escolher o que deseja, o que ela acha melhor para ela e seu bebê.

Estou com receio de falar do parto humanizado, pois é um tema muito bonito e complexo, tem inúmeros sites e grupos que explicam melhor que eu, mas vou expor aqui alguns pontos em relação a mulher, a parturiente, que me fizeram seguir esse caminho. A parte do bebê falarei em outro post, se não vocês não vão aguentar ler o post todo!


Parto natural é diferente de parto normal, aquele que quando falamos para nossas mães elas entram em pânico! Minha mãe e minhas tias falam que preferem mil vezes a cesárea ao parto normal, dizem que a dor é absurda, que dá ponto também, que sofreram horrores, que a recuperação foi pior que a da cesárea e mil outras coisas. Com certeza, entre o parto normal delas e a cesárea eu escolheria a cesárea.

O Parto Normal tradicional dos hospitais brasileiros, aquele da minha mãe e das minhas tias, compreende inúmeros procedimentos padrões, muitas vezes desnecessários que leva ao desconforto, ao constrangimento (muitas vezes, à violência), à dor exacerbada e a riscos de hemorragias e até risco de morte para a parturiente. Os procedimentos padrões para a mulher que eu falo são basicamente:

  • a mulher passa o trabalho de parto (período entre o início da contração ao nascimento) deitada numa maca/cama, que é a posição mais desconfortável e intensifica a dor;
  • de tempos em tempos vem um profissional diferente verificar quanto de dilatação a gestante está, imaginem o constrangimento;
  • o período expulsivo (nascimento em si) é passado deitada de barriga para cima, posição desconfortável para a parturiente e que não facilita em nada o bebê sair. Essa posição é mais para favorecer o trabalho do médico do que o nascimento;
  • é feito um corte no períneo da mulher (episotomia) que dizem os médicos é para facilitar a saída do bebê. Esse procedimento é desnecessário na maioria dos casos,  e aumenta o risco de hemorragias e infecções, e se não feito direito, pode cortar nervos importante para o prazer sexual da mulher. Depois do nascimento, é feito uma sutura que incomoda (imagine para sentar!).
Esses procedimentos são comuns em hospitais públicos, em pessoas que não tem convênio. Em hospitais particulares, a gente não vê mais isso acontecer com freqüência porque a maioria das pessoas preferem ter cesárea (claro, depois de ler esses itens acima descritos, até eu) ou são induzidas a ter cesárea. Isso mesmo! Principalmente na rede particular de saúde, o médicos preferem fazer cesáreas, pois é economicamente mais vantajoso, além de ser mais prático, pois marcam um data, que não seja final de semana ou feriado e se ausentam apenas 1 ou 2 horas do consultório. Quando a gestante diz que prefere parto normal, eles dizem que a cesária é melhor e blá blá blá, e quando elas insistem no parto normal, na última hora, o médico fala que há algum problema, como cordão umbilical enrolado no pescoço do bebê, bebê muito grande, não tem dilatação etc. E neste momento mais sensível na vida de uma mulher, de muita tensão e medo, qualquer coisa que o médico (o todo poderoso e detentor do saber) disser sobre o risco do bebê ou dela, é motivo para escolher a cesárea. Em suma, em cesariana, a mulher "ganha o neném", como dizem as pessoas o por ai "quando você ganha neném?", a mulher é paciente, passiva no parto, o bebê é tirado de dentro dela.

No parto natural humanizado, como eu disse há o respeito. Nada é feito sem consentimento da mulher/casal, nenhum procedimento como os descritos acima são feitos sem necessidade. Alguns pontos a ressaltar:

  • a mulher passa o trabalho de parto da forma que desejar, da forma mais confortável e menos dolorosa que encontrar, sentada, andando, deitada, debaixo do chuveiro, na banheira. Há o acompanhamento de uma doula, uma profissional qualificada que passa o tempo todo, do início do trabalho de parto até o nascimento (talvez depois, não sei ainda), dando instruções, ajudando física e psicologicamente a passar pelas dores do parto. Essa semana vou conversar com uma doula e depois conto um pouco mais. Dentre as atividades da doula estão massagem, ajuda psicológicas, exercícios, entre  outros. E relatos de amigas dizem que a doula é essencial, que ajuda muito mesmo.
  • a maior parte do trabalho de parto acontece em casa, ambiente mais acolhedor que a mulher pode ter (se preferir outro lugar também, pode ser!). E a doula vai para a casa da pessoa acompanhar essa fase, e verifica de tempos em tempos a dilatação (apenas uma pessoas que a mulher já conhece vai fazer isso) e somente quando a dilatação passar dos 5 cm é que é a hora de ir para o hospital. Não adianta ir antes, pois a dilatação vai demorar mais, e a explicação é simples: o hormônio do parto, a ocitocina, responsável pelas contrações e dilatação, é inibida pela adrenalina, hormônio de situações de estresse, da ansiedade. Ou seja, quando a mulher vai para o hospital assim que começa a ter contrações, primeiro, o trabalho de parto pode durar de 10 a 18 horas e segundo, no hospital, ambiente gélido, pouco acolhedor, cheio de doentes, inconscientemente inóspito, somado a ansiedade de ter o bebê logo, libera adrenalina que demora ainda mais o trabalho de parto. Esse efeito é puramente biológico, um mamífero na selva, como um gazela, no meio do trabalho de parto, se sentir o cheiro de um predador, se sentir-se ameaçado, adrenalina é liberada, o trabalho de parto é interrompido, e inicia a fuga, até encontrar um lugar seguro. Não podemos nos esquecer que somos mamíferos, não estamos na selva, mas quando temos situações ameaçadoras, também liberamos adrenalina.
  • o período expulsivo também acontece na posição que a parturiente achar melhor, de pé, de quarto, de cócoras, deitada de cabeça para baixo. Mas geralmente utiliza-se uma posição que facilita a expulsão do bebê, como de pé ou de cócoras, pois a gravidade ajuda bastante nesse processo, a mulher vai descobrir qual a posição é melhor para ela.
  • a episiotomia é praticamente eliminada, pois a maioria dos partos naturais acontecem sem ela, e sem laceração. Se acontecer alguma laceração, será um corte natural e do tamanho necessário para cada mulher, e que na hora a mulher nem sente. Claro que vai levar pontos, em menor quantidade que da episiotomia com certeza. E os pontos serão feitos porque foram necessários. A razão para ter a episiotomia padrão no parto normal é que a mulher pode ter a laceração, então é melhor cortar antes, pelo menos eles controlam o tamanho. Mas ela pode não ter, for God Sake!! E outra coisa, é o mesmo princípio que uma pessoa pode cair de uma ponte, então vamos jogá-la antes! 

A mulher é ativa na chegada do seu bebê, ela quem dá a luz, ela que resolve como vai ter, ela literalmente que coloca a criança no mundo. Fala-se de parto ativo.
Eu tinha muito pavor de parto, achava um evento horroroso, nojento e perigoso. Depois de começar a ler sobre o parto humanizado, natural, fiquei um pouco mais tranquila, com menos medo, fui percebendo que é um evento natural, familiar, e bonito, simmm agora consigo achar que é bonito! Até me emociono com os relatos do grupo que participo.
Ah, antes que eu esqueça, o parto natural pode ser na água, como as pessoas acham, pois acredita-se que é menos traumático para o bebê e mais relaxante para a mãe. Pode ser na banheira, pode não se na banheira, pode ser em casa, ou no hospital, ou na casa de um amigo, ou em qualquer lugar e de qualquer maneira, o que a mulher preferir. o único problema do parto humanizado em Campinas é que é bem restrito, poucos médicos fazem e,portanto, é caro. Mas o que eu tenho escutado é que mesmo pelo convênio, também tem que pagar e os preços que o pessoal fala são iguais ou mais elevados que o que vou pagar pelo humanizado.

Mas quero ressaltar que essa escolha foi minha, com o consentimento do meu marido. O melhor parto, seja ele natural, normal, ou cesária, é aquele em que a mulher se sente bem, se sente segura. E foi o parto humanizado, no hospital, que me fez sentir segura.




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