sábado, 13 de fevereiro de 2010

Dança do ventre

Como me mudei para a capital, cidade grande, movimentada, cheia gente, cheia de imigrantes,  a chance de encontrar diferentes serviços e atividades é bem maior, meu alvo era a dança do ventre.

Minha paixão é dançar. Quando eu tinhas meus 15 anos, me fechava no quarto, ligava o som alto e dançava, por horas, todos os tipos de músicas, que adolescente não fazia isso. Mas nunca fiz realmente um curso, minha família não tinha dinheiro para pagar cursos para mim na época, então me contentava em dançar no quarto mesmo e era feliz assim.

Um pouco mais velha, já com 20 e tantos anos, já tendo meu próprio dinheiro, comecei a fazer aula de dança do ventre com um professora, quase que particular em Campinas, chamada Chadrah. Adorei, era tudo que eu queria, que eu procura.

A dança do ventre (Belly Dance em inglês) é o nome ocidental para um conjunto de danças do Oriente Médio. Sua origem é incerta, como toda dança folclórica, mas acredita-se que seja algo entre 7000 e 5000 a.C. Já foi registrada no Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, India, Pérsia e Grécia. Quem acredita que a dança do ventre tinha como objetivo principal seduzir homens, está totalmente enganado: essa dança milenar tinha como finalidade preparar as mulheres para se tornarem mães, durante os rituais religiosos dedicados as deusas. Foi nos tempos atuais que se tornou uma dança mais sensual e, portanto, abolida em alguns países mais conservadores do Oriente Médio. Os movimentos feitos com os glúteos, com barriga, com a pelve, fortalecem os músculos, fazem os órgãos internos trabalharem melhor e o corpo se fortalece para receber e carregar o embrião e entregá-lo ao mundo de uma forma fácil e rápida. As ondulações feita com a barriga, são simulações das contrações do parto, que ainda hoje, sao praticadas em algumas tribos em Marrocos. Para quem quiser ler um pouco mais sobre a história da dança, clique aqui.

A dança do ventre é hipnotizadora, é bonita de se ver, trabalha todos os músculos do corpo e com certeza é sensual.

Comecei a procurar por professoras que davam aulas em inglês, português ou espanhol. Postei na comunidade do orkut e algumas coisa apareceu, aulas por 15 euros a hora, aff.. continuei procurando e achei o ZoukLover, escola de danças em Amsterdam fundada por um brasileiro. Eles oferecem aulas de samba, gafieira, lambada, e muitas outras, inclusive dança do ventre. Após trocar alguns emails com os organizadores, resolvi me inscrever, 95 euros o pacote com 10 aulas, o mais barato que encontrei,  ainda caro, mas é uma coisa que gosto de fazer e resolvi esquecer o dinheiro e fazer.
O local por sorte era perto da estação central, rápido e fácil de chegar. Com o mapa na cabeça, tentei achar o local, um pequeno salão debaixo da ponte do trem. Ao lado do salão há outras escolas de artes, como escultura em mármore e atelier de costura. A professora, Aisa Lafour estava atrasada uns 10 min, já havia muitas mulheres esperando do lado de fora, no frio de zero graus que estava. A aula foi ótima, mas o local não conseguiu acomodar tanta gente, não havendo espaço para dançar com braços abertos. Na segunda aula o problema foi resolvido, o grupo foi divido em dois e agora só há 8 alunas.
Aisa, que deve ter uns vinte e poucos anos, tem 1,70 m de altura, tem um corpo super bonito, dança super bem, super simpática e atenciosa para ensinar, e ainda fala português com sotaque brasileiro, mas ela não é brasileira. Nascida no Suriname, morou alguns anos em São Paulo e Vitória.
As aulas são ótimas, estou aprendendo ainda a coordenar os movimentos das pernas com os movimentos diferentes do braço, mas um dia chego lá!

Blog de cara nova

Estava cansada da aparência do blog e resolvi mudar, aliás eu adoro mudanças! Espero que gostem! O único problema é que as postagens parece que ficaram enormes, mas é porque a área do texto estreitou um pouco. Bom, vamos ver se eu me acostumo, senão volto para o modelo antigo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Chegada em Berlin

E continuando nossa viagem:

Chegamos em Berlin as 4 e meia da manhã. Não podíamos ir para o hostel pois a recepção só abriria às 8 da manhã, portanto ficamos na estação até às 8.
Depois de uma viagem longa de trem, onde poucos conseguiram dormir e descansar (eu fui um dos poucos que consegui) ficamos alojados em um banco da estação.


Estava frio, bem frio. Sentamos no banco, tomamos café da manhã, passeamos pela estação, efim enrolamos por 3 horas. Chovia lá fora.

A estação central de Berlin é muito bonita, nova e moderna. Há pelo menos 3 andares, um para metro, o último, um para trem, o térreo e um para lojas, o do meio. Era um bom lugar para fazer um tilt com as fotos! E lá vai mais uma miniatura! Não resisti.



Passeando pela estação descobrimos uma exposição de ursos coloridos em uma sala enorme na estação. Esses ursos são símbolo da cidade. Nessa exposição, um artista de cada país decorava o urso de acordo com a cultura de sua terrra natal. Havia até um urso do Brasil, horrível por sinal, era um urso com característica de índio e havia uma foto com alguns índios em uma aldeia na barriga.  A exposição era boa, mas 15 min eram suficientes. Ainda nos restavam 2 horas para esperar.

Como estávamos muito cansados, resolvi ver o preço do taxi até o hostel que ficava na Knorrpromenade, uma pequena rua do lado comunista de Berlin. Em torno de 15 euros cada taxi, estava bom. Eram necessários dois taxis para as 8 pessoas. As 8.00 as lojas da estação se abriram, inclusive a lojinha de informação ao turista. Por mais cansados que estavam, querendo ir embora logo, fui pedir informação mesmo assim. Perguntei várias coisas, desde preços de museus à previsão do tempo. Comprei um mapa, perguntei sobre metro, museus, que por sinal foi muito útil. Em Berlin tem o Welcome Card Berlin (clique aqui para saber mais) que tem desconto no metro para grupos, ou andar de transporte público por vários dias. Compramos um ticket de 27 euros que incluia todos os museus da ilha dos museus e transporte público a vontade por 2 dias. Nessa ilha reúne, sei lá, 10 museus, dentre eles New Museum, que foi reaberto ano passado, após passar 50 anos fechado. É lá onde está o busto da Nefertiti, rainha do Egito antigo. Ao lado do desse museu está a galeria de arte, cujo prédio é estilo estilo templo grego.
Bom pegamos o taxi e fomos para o hostel. O taxi andou pra caramba, até que chegou numa ruazinha de prédios feios, velhos de 3-4 andares. O hostel ficava em um deles, juntamente com apartamentos residenciais. Apertei a campanhia e, de repente, a porta de madeira de 2 metros de altura se abriu. Entramos. Tudo escuro. Velho. Ao lado esquerdo da porta de entrada havia uma outra porta com o símbolo do hostel. Entramos. Passamos por um corredor e tudo mudou.  Nesse corredor havia 3 banheiros, uns 4 quartos, todos novos, paredes pintadas, iluminado e no final, havia uma salinha com sofá e um computador e, mas onde estava a recepção? Após deixarmos as malas, sentarmos, fui explorar o local para procurar a recepção, e voltando para o hall inicial, havia mais 3 porta como símbolo do hostel e a do meio era a da recepção. Uma mocinha muito simpática me atendeu e foi super gente boa. Me deu várias dicas, me explicou como funcionava o hostel, disse que podíamos fazer checkin para um dos quartos pois já estava vago. O hostel tinha café da manhã de graça, você poderia contribuir se quisesse. Havia leite, café, cereais e chá. Tinha uma cozinha que poderíamos usar e internet, claro, muito importante. É um hostel super bacana, barato e bem localizado. O nome do hostel é Backpackers Berlin e está localizado na Knorrpromenade 10. A região tem vários restaurantes bons e baratos. A estação de metro mais próxima fica a 15 min a pé, mas que não foi um big deal. 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Experimento com animais

Sempre me recusei a fazer experimentação animal, mas chega uma hora, quando se trabalha com doenças humanas, que testes com animais são necessários para saber se seu composto de interesse, que funciona tão bem in vitro, em cultura de células ou tecido, funcionará também no sistema biológico como um todo, onde há interferência do ambiente, dos hormônios, do sexo, da idade, e inúmeras outras variáveis que um indivíduo pode ter.

Para trabalhar com animais na Holanda é necessário  fazer um curso de 4 semanas, 5 dias por semana, tendo aulas o dia inteiro, além de um trabalho em grupo onde temos que escrever um projeto para ser analisado e julgado pelos outros colega do curso, como se fosse o comitê de ética da Holanda. Um curso bem puxado, mas que com certeza, é importante e vale muito a pena, eu aprendi muitas coisas. O certificado obtido no final, apenas se você participou de todas as aulas, diz que você está legalmente apto a fazer experimentação animal e manipuar os animais de laboratório (porco, camundongo, porquinho da india, coelho, ratos) além dos animais silvestres. Sem esse certificado, não é permitido tocar nos animais.

Esse curso abrange inúmeros pontos essenciais para esse tipo de experimento, desde teoria como legislação nacional, bem estar do animal,  alimentação e anestesia até como a parte prática como imobilizar as cobaias (camundongo, rato, guinea pig, coelho), fazer suturas e aplicações via subcutânea, gavagem (administração de compostos direto na garganta) e peritoneal. A parte prática é apenas 1 dia do curso, o que, na minha opnião, é pouco, mas na verdade só se aprende a manipular os animais quando realmente tem que trabalhar com eles.

A experimentação animal aqui é muito controlada. Para conseguir aprovação do comitê de ética, é necessário descrever exatamente como será feito o experimento, qual o grau de sofrimento dos animais,  a razão do experimento e a estatística comprovando que aquele número de animais requisitado é o mínimo necessário para ter diferença estatística, tudo para evitar desperdício de animais. Se o experimento levar um nível muito alto de sofrimento para os animais, é apenas aprovado se o motivo for muito bom, e não tiver outro modelo experimental. Tudo é muito controlado, com muito respeito aos animais e muito correto.

No meu experimento eu injeto subcutaneamente (em baixo da pele) um composto que induz fibrose, ou seja, induzo uma cicatriz artificial na pele do camundongo. Por 21 dias, dia sim, dia não, os animais recebem um picadinha, na verdade duas, de um lado das costas eles recebem solucção fisiológica (como controle) e do outro lado o composto para induz a fibrose. Quando eu disser "eu", subentenda que  são os técnicos, pois eu ainda não tenho permissão para mexer com animais, então eu só levo as soluções e fico olhando do lado. Eu preciso marcar a entrevista para eles me explicarem como o prédio funciona (é isso mesmo, tem um prédio só para experimentos com animais! cool, isn't?) e ter meu acesso liberado ao prédio.

Estou com essa cara de *osta porque estava gripada e com sono, deu para perceber né?

Toda vez que você entra no prédio tem que trocar de roupas, um conjuntinho azul horrível que o IWO (nome do departamento de experimentação animal) fornece. É necessário tirar os sapatos e colocar um sapato branco, tipo aqueles Crocks. Após passar duas portas que só se abrem com o cartão habilitado, entra novamente em outro vestiário para colocar o sapato azul, o avental branco descartável, máscara, luvas e touca, ai sim você tem acesso as salas com o animais. Todo o manuseio dos animais é feito no fluxo laminar, ou seja, em ambiente estéril para evitar qualquer tipo de contaminação, portanto, o experimento tende a ter menor diferença entre os indivíduos do mesmo grupo, pois exclui, pelo menos, o fator ambiente. Cada gaiola, com apenas 4 camundongos (máximo permitido), tem suprimento de ar separadamente. Há água, ração, maravalha  (aqueles restos de carpintaria) e uma caixa de papelão para os animais se esconderem, pois isso diminui o estresse, aumentando o bem estar dos animais.

Hoje foi o dia do sacríficio dos animais. Eles foram anestesiados e depois sacrificados por deslocamento cervical. Na verdade eu não vi nada, estava tão perdida com meus inúmeros tubos, cassetes para colocar amostra de tecido para histologia que eu só via a técnica Marieke com um pedaço de pele segurado pela pinça.

No final até que deu tudo certo. JanWilliam, um outro PhD student me ajudou bastante, me passou uma check list das coisas que eu precisa ter pronto para o grande dia, e o que levar para o IWO, além disso ele foi lá comigo supervisionar e me explicar direitinho. Agora nessas duas semanas seguintes saberei realmente se deu tudo certo. Aprendi muita coisa, mas só quando eu for sozinha terei a prova real!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Entrevista no rádio

Hoje recebi o seguinte email da Greetje, secretária do Departamento de Biologia Celular da UMCG,e m Groningen:

Hi,

Maikel will be on radio coming Monday in VPRO Villa, somewhere between 15:00 tot 16:30 uur on Radio 1. It's about Roberta's article that got accepted by Cell Death and Disease. See below press release from Nature Press that will go out tomorrow (a Dutch one is going out tomorrow as well).

Chemical in fruit and veg can block leukaemia cell division

A chemical found in some fruit and vegetables, apigenin, has been shown to have anticancer activity in two different types of leukaemia cell lines, according to research online this week in Cell Death & Disease. The results provide tentative evidence that apigenin could hold promise for preventing leukaemia, although they also suggest it could reduce the effectiveness of some types of chemotherapy.
 

Maikel Peppelenbosch and colleagues found that the dietary flavonoid apigenin reduces survival in leukaemia cell lines - one similar to myeloid leukaemia and another erythroid-like line. Apigenin stops cell division in both cell lines - but at different stages - and leads to cell death in the myeloid cell line. In the erythroid cell line apigenin also leads to a process known as autophagy, which has been linked to chemotherapy resistance. Indeed, apigenin was found to reduce the effects of the common chemotherapeutic vincristine in erythroid cells.

These results suggest that apigenin could be used to help prevent leukaemia, but as it could interfere with treatment it probably wouldn't be useful to treat the disease itself.

Greetje


Resumindo em portguês, o meu orientador, Maikel, foi convidado a dar uma entrevista na Radio 1, em rede nacional a respeito do meu trabalho que foi recentemente publicado na revista "Cell Death and Disease". O trabalho trata-se basicamente sobre o flavonoide apigenina, encontrado na dieta humana foi capaz de bloquear a divisão celular de dois tipos células leucêmicas.Mostramos evidencias de que apigenina pode ser útil na prevenção de leucemia, mas dependendo do tipo de leucemia poderia diminuir o efeito da quimioterapia.

Fiquei assustada quando a Gwenny me falou da entrevista do Maikel, mas depois a ideia comecou a assentar e até que fiquei feliz. Sempre é bom ter nosso trabalho reconhecido e ainda mais a nível nacional! Queria que fosse no Brasil, ai pelo menos eu ia entender o que seria dito na entrevista!! hehehe
Agora tenho que manter o ritmo, trabalhar mais para poder tentar contribuir um pouquinho mais.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Manifestação dos universitários

Essa semana só se escutava no rádio "studenten"e "manisfetatie", a todo momento. Fiquei inquieta e acabei perguntando para um colega holandês o que estava acontecendo. Os estudantes universitários ocuparam a "reitoria" da universidade de Utrecht, Roterdam e Amsterdam. A história é a seguinte: o governo atualmente fornece uma bolsa para os estudantes até o final do curso, e eles não precisam pagar depois que se formam, mas agora o governo quer começar a cobrar, seria, portanto, um empréstimo do governo que deverá ser pago quando o estudante arrumar um emprego após o curso.
Claro que ninguém gostou da mudança, ou a possibilidade de mudança. Mexer no bolso de holandês é mexer em vespeiro. Os caras ficaram bravos. Quebraram tudo.

Admiro o povo que luta pelos seus direitos, que se une para um causa única. E os brasileiros acham que o ProUni é tudo de bom! Aqui tem um prouni e não tem que devolver nada no final. Tenho certeza que temos dinheiro suficiente para um programa desse tipo no Brasil. Tudo bem, pode-se dizer que as universidade pública fornece moradia, alimentação para os estudantes de baixa renda. Aqui, a universidade não é pública. Os holandeses pagam cerca de 2 mil euros por ano, dependendo do curso. Para estrangeiros, o valor chega a 15 mil euros . O dinheiro do governo além de pagar esses 2 mil euros, é suficiente para pagar aluguel e comer. Transporte é gratuito para os estudantes. Essas são mais algumas vantagens de um país de primeiro mundo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Quartos para alugar

Essa semana fui conhecer um lugar para morar em Amsterdam.
Na comunidade brasileiros na Holanda, que por sinal é muito útil, deixei um recado que estava à procura de lugar para morar nas arredondezas de Amsterdam e no mesmo dia recebi 5 propostas. Uma delas de uma família que mora ao Norte de Amsterdam, marido, esposa e 3 crianças. Eles tem um quarto que alugam por 300 euros, com todas a despesas inclusas. Recebi também proposta de um brasileiro que tem 2 quartos para alugar há 4-5 estações de metro do AMC, entretanto, além de estar caro 450-500 euros, prefiriria dividir uma casa com meninas, por razões óbvias.
Liguei para outra pessoa que tinha um studio para alugar por 750 euros. Mas por esse preço, que jeito! Descartado.
Uma pessoa me mandou um email super estranho, assinando Micha, que eu não sei se é homem ou mulher. No email o indivíduo perguntava várias coisas sobre mim, quanto eu ganhava, o que eu faço, e pediu uma foto. Por que raios minha aparência seria relevante para dividir uma casa. Hesitei, mas fiquei curiosa. Respondi dizendo que era brasileira, que sou aluna de doutorado e perguntei o gênero do indivíduo e o valor do quarto. Como eu havia pensado, era um cara, idiota por sinal, pois disse que estava cobrando 400 euros mas era muito caro para mim. Como o imbecil poderia saber se era caro para mim ou não se eu não havia mencionado quanto eu ganhava? Enfim, descartado.

Das opção que eu tinha, resolvi conhecer o quarto da família brasileira. Fui para estação central, de lá peguei um barco para atravessar o rio. Para minha surpresa o barco demorou exatos 2 minutos. Ia ser um é no saco se tivesse que pegar uma balsa todos os dias que demorasse 20 min para ir trabalhar, além do metro, mais 20 min. Dois minutos foi tranquilo.
Do outro lado do rio, esperei pela Simone, a dona da casa. Nascida em São Paulo, mas criada em Poços de Caldas, Simone, aparenta usn 29 anos de idade. Não sei realmente, magrinha, com 1,60 de altura, simpática. A primeira impressão foi boa. Conversamos durante o caminho até a casa dela, uns 5-7 min a  pé. Estava frio, chovia. As ruas ainda estavam cobertas com neve, gelo. Escorregava. Por prestar mais atenção no caminho, foi difícil se concentrar na conversa.
A casa é pequena. Dois quartos, uma sala grande que eles fizeram de quarto para o casal, uma cozinha e um banheiro. O quarto para alugar é bom, com cama, guarda-roupa, escrivaninha, TV e uma varanda. Conheci o marido, Juca, e as crianças. Tímidas e curiosas. Conversamos por alguns minutos, e a primeira impressão que tive da família foi boa. Trabalhadores, imigrantes legais que estão tentando a vida num país estrangeiro. Aparentemente honestos. Resolvi ficar. Mas obviamente perguntei como que funcionaria caso eu precisasse me mudar. Avisando cm 2 semanas de antecedência, no mínimo. Por esse preço, acho difícil encontrar algo melhor.

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